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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Como sua linguagem corporal define quem você é PUBLICADO 30 de out de 2012 2 Provavelmente você já ouviu falar do termo “linguagem corporal”. Basicamente, isso quer dizer que a nossa postura pode transmitir emoções ou intenções. A postura corporal tem o poder de influenciar os julgamentos de outras pessoas e acabar decidindo quem vai receber um novo emprego ou quem vai conquistar outra pessoa na balada. Mas uma nova ideia têm sido apresentada por Amy Cuddy, professora e pesquisadora na Escola de Negócios de Harvard: a nossa postura corporal pode influenciar a nós mesmos! Será mesmo? Sorrimos quando estamos felizes, mas será que ficaremos mais felizes se forçarmos o sorriso? Para testar isso, ela pediu para seus sujeitos experimentais adotarem uma posição de “alto poder” (como da foto) ou de “baixo poder” (como inclinados, se fechando, ou com a mão no pescoço). Após dois minutos eles participavam de um jogo de apostas. Curiosamente, 86% dos sujeitos da condição de “alto poder” apostavam, contra 60% dos sujeitos da condição de baixo poder. Outro dado observado foi o nível de testosterona (o hormônio de dominância) dos sujeitos: os sujeitos de “alto poder” tiveram um aumento de 20% nos níveis de testosterona, enquanto do outro grupo tiveram um decréscimo de 10%. Quanto aos níveis de cortisol (o hormônio do estresse), foi observado um decréscimo de 25% no grupo de “alto poder” e um aumento de 15% no grupo de “baixo poder”. Conclusão: nosso comportamento não-verbal influencia como nós pensamos e sentimos sobre nós mesmos, ou seja, nosso corpo influencia nossa mente. Por isso, é melhor prestar mais atenção à sua postura em uma palestra, entrevista de emprego ou outras situações em que você possa estar sendo avaliado. Quem sabe alguns minutos exercitando uma boa postura corporal pode fazer a diferença! Eu tentei fazer um pequeno resumo da apresentação dela no TED, mas quem quiser conhecer melhor a pesquisa recomendo assisti-la na íntegra clicando aqui.
Resumo: O presente artigo incidiu sobre o estudo das Emoções, descrevendo de forma breve, os principais tópicos sobre o tema. A elaboração desse trabalho tem como objetivo, uma breve abordagem sobre algumas teorias das Emoções, a descrição de algumas definições e classificações das emoções, bem como alguma de suas funções. Palavras-Chave: Emoções, Definições, Classificação, Teorias das emoções. Introdução As emoções tem sido um tema de muitas pesquisas ao longo dos últimos anos, e o seu estudo vem se tornando importante devido à necessidade cada vez maior de compreender e controlar as atuais patologias associadas ao aspecto emocional. Por ser um tema presente e marcante na vida humana, esse assunto sofreu um grande avanço nos últimos anos e seu estudo constitui um domínio particularmente interessante nas áreas Sociais e Humanas. A psicologia diz que o ser humano traz ao nascer algumas emoções básicas como o medo, a tristeza, a raiva e a alegria. Todas elas têm uma função importante em nossas vidas, principalmente no que diz respeito à sobrevivência da espécie. O estudo das emoções tem sido um assunto apaixonante e envolvente, apresenta diversas reflexões, que apontam a emoção numa interação relacional humana, ou seja, das emoções como processo adaptativo da pessoa ao ambiente, bem como um processo adaptativo do homem aos contextos dinâmicos sociais. As emoções foram ignoradas por muito tempo até mesmo por filósofos e pesquisadores das ciências em detrimento da razão ou do pensamento lógico. Elas eram consideradas processos menos importantes, primitivos e até mesmo indicadores patológicos. Objetivo O presente artigo tem por objetivo uma breve revisão sobre o estudo das Emoções, os tópicos que considero essenciais para uma abordagem introdutória, a fim de fornecer contributos para um referencial teórico, localizando reflexões sobre as temáticas das emoções, bem como uma revisão de conceitos das mesmas e uma sucinta análise das principais teorias da Emoção. 1 Definições De Emoção Como pode ser entendida a emoção? Pinto defende: A emoção é uma experiência subjetiva que envolve a pessoa toda, a mente e o corpo. É uma reação complexa desencadeada por um estímulo ou pensamento e envolve reações orgânicas e sensações pessoais. É uma resposta que envolve diferentes componentes, nomeadamente uma reação observável, uma excitação fisiológica, uma interpretação cognitiva e uma experiência subjetiva (2001). Por seu lado, Goleman disse: Quanto a mim, interpreto emoção como referindo-se a um sentimento e aos raciocínios aí derivados, estados psicológicos e biológicos, e o leque de propensões para a ação. Há centenas de emoções, incluindo respectivas combinações, variações, mutações e tonalidades (1997). Uma definição de emoção, numa simplificação do processo neurobiológico, conforme Damásio diz que consiste numa variação psíquica e física, desencadeada por um estímulo, subjetivamente experimentada e automática e que coloca num estado de resposta ao estímulo, ou seja, as emoções são um meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia e de reagir de forma adaptativa (2000). 1.1 - Emoções e Sentimentos Verifica-se que muitas vezes, uma confusão conceitual entre sentimentos e emoções, pois são dois processos que se relacionam, no entanto são diferentes entre si, e são usados de certa forma como se fosse o mesmo conceito. Segundo Damásio, o que distingue essencialmente sentimento de emoção é: enquanto a primeira é orientada para o interior, o segundo é eminentemente exterior; ou seja, o indivíduo experimenta a emoção, da qual surge um “efeito” interno, o sentimento. Os sentimentos são gerados por emoções e sentir emoções significa ter sentimentos. Na relação emoção / sentimento, Damásio diz ainda que apesar de alguns sentimentos estarem relacionados com as emoções, existem muitas que não estão, ou seja, todas as emoções originam sentimentos, se estivermos atentos, mas nem todos os sentimentos provêm de emoções (2000). 2 Classificação Das Emoções Na classificação das emoções, Antonio Damásio as divide em primárias e secundárias. As primárias são inatas, evolutivas e partilhadas por todos, enquanto as secundárias são sociais e resultam da aprendizagem. 2.1 Emoções Primárias: o medo, a raiva, a tristeza e a alegria. Para Ballone as emoções primárias são inatas e estão ligadas à vida instintiva, à sobrevivência. Haverá concomitante contração generalizada dos músculos flexores, sendo possível adotar-se uma atitude regressiva fetal, vasoconstricção periférica, palidez da face e esfriamento das extremidades, com brevíssima parada dos movimentos respiratórios e dos batimentos cardíacos (2005). De acordo com Abreu, as emoções primárias podem ser adaptativas ou desadaptativas. Emoções Primárias Adaptativas são: raiva, tristeza e medo. Tais emoções possuem uma relação com a sobrevivência e ao bem-estar psicológico. São aquelas rápidas quando aparecem e mais velozes ainda quando partem. As Emoções Primárias Desadaptativas, são as emoções das quais as pessoas lamentam tê-las expressado de maneira tão intensa ou equivocada e freqüentemente se arrependem (2005). 2.2 Emoções Secundárias (ciúme, inveja, vergonha) São estados afetivos de estrutura e conteúdos mais complexos que as primárias. Na realidade as Emoções Secundárias, embora levem o nome de "emoções", já se constituem em Sentimentos Sensoriais. Abreu afirma que: As emoções secundárias são aquelas que, ao atingirem a amídala e produzirem uma emoção, sofrem a influência e o possível domínio do córtex cerebral, mudando sua natureza primária. Neste sentido, estas emoções tornam-se respostas ou evitações (intelectualizadas) às emoções primárias (2005). Diz ainda Abreu: As emoções secundárias tornam-se então uma categoria de emoções usadas pelo indivíduo para se proteger das primárias que muitas vezes são vergonhosas, ameaçadoras, embaraçosas ou dolorosas por natureza. Por exemplo: uma pessoa pode estar se sentindo deprimida, mas sua depressão pode estar encobrindo um sentimento primário de raiva. Aparecem freqüentemente quando ocorrem as tentativas (fracassadas) de controle ou julgamento das emoções primárias – ou seja, quando se procura evitar ou negar aquilo que se está sentido, acaba-se por sentir-se mais mal ainda. É assim que se tornam desadaptativas, pois levam o indivíduo a se autodesorganizar (2005). 3 Funções das Emoções Para Damásio a emoção tem duas funções biológicas: A primeira produz uma reação específica para a situação indutora e a segunda função é de Homeostase, regulando o estado interno do organismo, visando essa reação específica. Ou seja, as emoções são a forma que a natureza encontrou para proporcionar aos organismos comportamentos rápidos e eficazes orientados para a sua sobrevivência. De acordo com Newen, as emoções cumprem funções de grande importância. Podemos citar quatro delas: Prepara-nos e motiva-nos para ações; possibilita avaliarmos os estímulos do ambiente de maneira extremamente rápida, ajuda no controle das relações sociais; são formas de expressão típicas que indicam aos outros as próprias intenções (quando alguém sorri para nós, automaticamente supomos que tem uma postura amigável) (2009). Segundo Ballone, essas emoções são capazes de mobilizar o Sistema Nervoso Autônomo, órgãos e sistemas. Conclui-se que, as emoções influenciam a saúde não apenas em decorrência da psico-neuro-fisiologia, mas também através de suas propriedades motivacionais, através de condutas saudáveis, tais como os exercícios físicos, a dieta equilibrada, etc (2007). 4 A Neurobiologia das Emoções As emoções são respostas neurológicas e fisiológicas a estímulos (externos e internos), coordenados pelo próprio pensamento que envolve as estruturas do sistema límbico. Os estudos na área neurológica vêm crescendo e as pesquisas têm confirmado a relação somática com o centro das emoções. Segundo Vaitsman A investigação do cérebro humano está ajudando a redefinir a origem das emoções e a contestar duas idéias estabelecidas. Uma dessas idéias diz que a personalidade é inteiramente formada no transcurso das experiências de vida. A outra garante que a origem de todas as nossas emoções está no inconsciente, ou seja, num conjunto de processos psíquicos que atuam sobre o comportamento, sem o controle da consciência (1998). De acordo com Vaitsman, os alicerces da vida emocional começam no cérebro e se estendem ao sistema imunológico. Pesquisas feitas pelos neurocientistas Antonio Damásio e Joseph LeDoux, indicam que a maioria das emoções - como a raiva e o medo - têm origem bioquímica. As pesquisas de LeDoux sobre o funcionamento cerebral explicam, por exemplo, que alguém seja capaz de detectar o perigo antes mesmo que uma situação de ameaça aconteça. Isso significa que a reação bioquímica é anterior a emoção (1998). O ser humano possui em seu cérebro uma estrutura chamada de sistema límbico, responsável pelas emoções e sentimentos. O sistema límbico, quando recebe um estimulo, sensitivo (Audição, paladar, visão, olfato), envia essas “informações” para o tálamo e hipotálamo que elabora respostas aos estímulos através do sistema endócrino e do sistema nervoso autônomo. Automaticamente produzem repostas, ativando esses sistemas, e então temos um estado, que são as emoções e sentimentos manifestos. Sistema Límbico é o nome dado às estruturas cerebrais que coordenam o comportamento emocional e os impulsos motivacionais e é formado por diversas estruturas localizadas na base do cérebro. De acordo com Ballone, os sentimentos e emoções, como amor, alegria, ódio, pavor, ira, paixão e tristeza tem origem no Sistema Límbico. Chama-se circuito de Papez a porção do Sistema Límbico relacionada às emoções e seus estereótipos comportamentais. Na década de 30, o neurofisiologista Papez propôs que componentes do Sistema Límbico mantinham numerosas e complexas conexões entre si. Este Sistema é responsável também pelo aspectos da identidade pessoal e por funções ligadas à memória (2005). 5 Teorias das Emoções A emoção tem sido objeto de várias teorias formuladas desde a antiguidade, cada teoria é defendida por grupos de cientistas, que possuem grandes variações entre elas. De qualquer forma, conhecer algumas destas teorias é importante para nos ajudar a ter uma idéia geral das emoções. As emoções constituem um aspecto muito complexo do ser humano e são objetos de várias interpretações que se organizam em várias perspectivas. Algumas formulações tiveram início do século passado, e é interessante observarmos que a maioria delas tinha um caráter fisiológico, e também de forma evidente, nenhuma delas foi capaz de abordar todos os aspectos das emoções. 5.1 Perspectiva Evolutiva Sobre as Emoções A primeira teoria sobre as emoções surge no Século XIX, em 1872, onde Darwin dedicou-se ao estudo das emoções, tanto no Homem como nos animais, chegando à conclusão de que as emoções ou a sua expressão, era algo inato a ambos. A fim de reforçar a idéia que já tinha de uma origem comum, levantou a questão da utilidade da expressão das emoções para a sobrevivência dos indivíduos. Darwin identificou seis emoções inatas ou universais - alegria, tristeza, surpresa, cólera, desgosto e medo, que serviriam como uma ferramenta para ajudar o indivíduo e a sua comunidade a sobreviverem (através da observação dos sinais emitidos pela expressão das emoções). Segundo Rudge: Darwin considera que as expressões de emoções são um universal humano, assim como assinala certas similaridades entre a expressão emocional no homem e em outros mamíferos. Assim, visa indicar que o comportamento expressivo humano é, do mesmo modo que sua anatomia e fisiologia, fruto da evolução (2005). Rudge diz ainda que: Segundo Darwin, a expressão de emoções são movimentos e ações expressivos típicos, que se fixaram na espécie ao longo da evolução. Esses movimentos que foram repetidos inúmeras vezes, por serem úteis para obter gratificação ou alívio, tornaram–se tão habituais que se repetem quando a mesma sensação é sentida, mesmo quando sua utilidade não mais existe. Os movimentos pelos quais as emoções se expressam são involuntários, e os mais importantes deles são inatos e herdados. Entretanto, em momentos anteriores da evolução da espécie, eles foram executados muitas vezes voluntariamente e com um objetivo apropriado (2005). 5.2 Perspectiva Fisiológica das Emoções No final do século XIX surgiu a primeira teoria das emoções, desenvolvida pelo psicólogo americano William James e pelo dinamarquês Carl Lange. Trabalhando de forma independente, os dois pesquisadores postularam que a característica central das emoções, ou seja, de nossa experiência subjetiva particular, está relacionada aos processos fisiológicos (NEWEN, 2009, p.38). Segundo Newen, na teoria James-Lange, as emoções são o resultado de estados fisiológicos desencadeados por estímulos ou situações ambientais. Eles postulam que não choramos porque estamos tristes, mas ficamos tristes porque choramos. Uma pessoa sente medo porque o seu corpo respondeu com determinadas reações fisiológicas a uma situação. A percepção do estado de nosso próprio corpo: são simplesmente aquilo que experimentamos quando esse estado se altera devido a acontecimentos do meio ambiente (2009). Resumindo, perante uma situação de emergência, primeiro o homem reage e foge e é por fugir que sente medo. De acordo com William James, o que diferencia as emoções é que cada uma delas esta relacionada a percepção de transformações corporais. Esta teoria é conhecida como teoria de James-Lange, porque essa mesma teoria era defendida por Carl Lange. James declarava que quando um indivíduo é afetado por um estimulo, sofre alterações fisiológicas perturbadoras, como falta de ar, palpitações, angústia e etc. O reconhecimento desses sintomas é que vai gerar emoção no indivíduo. A teoria de James-Lange recebeu críticas do fisiologista Walter Cannon, que em 1927 propôs uma teoria alternativa, baseando-se nas investigações de Philip Bard. De acordo a teoria de Cannon-Bard, as emoções têm origem no cérebro, ocorrem ao mesmo tempo que as reações fisiológicas, mas não são causadas por estas. Segundo essa Teoria, os estímulos emocionais têm dois efeitos excitatórios independentes: Provocam o sentimento da emoção no cérebro bem como a expressão da emoção no sistema nervoso autônomo e somático. Tanto a emoção como a reação a um estímulo seriam simultâneos. Assim, numa situação de perigo, o indivíduo perante um estímulo ameaçador sente primeiro medo e depois tem a reação física, foge. Segundo Ballone: Os neurofisiologistas Walter Cannon e Philip Bard formularam teorias sobre a importância das estruturas subcorticais na mediação entre as emoções e o resto do organismo. Pesquisando em gatos, eles observaram respostas emocionais integradas mesmo quando o córtex cerebral desses animais era removido, entretanto, não ocorriam respostas quando o Hipotálamo, que é uma estrutura subcortical, era removido (2005). 5.2.1 Comparação das teorias sobre as emoções de Cannon-Bard e James-Lange. Na teoria Cannon-Bard, o estímulo ameaçador produz em primeiro lugar um sentimento de medo, causando posteriormente no indivíduo, uma reação física (tremores, sudorese, dilatação da pupila e etc). De acordo com a teoria de James-Lange, o homem percebe um estímulo ameaçador e reage com manifestações físicas. O resultado dessa reação física desprazerosa, é o sentimento de medo. 5.3 Perspectiva Cognitivista das Emoções As teorias cognitivistas afirmam que os processos cognitivos, como as percepções, recordações e aprendizagens, são fundamentais para se perceberem as emoções. Uma situação provoca uma reação fisiológica e procuramos identificar a razão (compreender) dessa excitação fisiológica de modo a nomear a emoção que lhe corresponde. Myers, diz que: A maioria dos psicólogos acredita hoje que a nossa cognição constituem um ingrediente essencial da emoção. Um desses teóricos é Stanley Schachter, que propôs uma teoria dos dois fatores, em que as emoções possuem dois ingredientes: excitação física e um rótulo cognitivo. Schachter presumiu que nossa experiência da emoção cresce a partir de nossa consciência da excitação do corpo. Como Cannon e Bard, Schachter também achava que as emoções são fisiologicamente similares. Assim, em sua opinião, uma experiência emocional exige uma interpretação consciente da excitação (1999, 292). Essa teoria é denominada de Teoria Bifatorial de Schachter-Singer, que resumindo diz que as emoções produzem estados internos de excitação e nós procuramos no mundo exterior uma explicação para isso. 5.4 Perspectiva Culturalista das Emoções Segundo Pereira, a perspectiva Culturalista diz que as emoções são comportamentos apreendidos no processo de socialização. Cada cultura tem diferentes formas de exprimir as diferentes emoções. As emoções são uma construção social que exige aprendizagem e que, por isso, dependem da cultura em que o indivíduo está inserido. O tipo de emoções que se manifesta em cada situação, a forma como são demonstradas, e o conjunto de regras de cada cultura especifica é própria em cada cultura e para cada uma delas, há uma linguagem da emoção específica que é reconhecida por todos aqueles que nela estão inseridos. Segundo Casanova et alli, para os partidários da abordagem culturalista, a emoção é um papel social que aprendemos num certo tipo de sociedade, o que supõe que outras pessoas criadas em outros lugares sentirão e expressarão emoções diferentes (2009). Conclusão O estudo das emoções é muito importante com relação a nossa sobrevivência enquanto seres Humanos. Se não mantivermos nossas emoções bem estruturadas, nossas chances de sobrevivência ficam bem reduzidas. Somos seres com uma biologia elaborada e de emoções bem refinadas como altruísmo, solidariedade, compaixão. Mas é imprescindível que essas atividades emocionais sejam harmonizadas e equilibradas com o uso da racionalidade e do pensamento analítico e investigativo. Cultivando a tolerância e respeitando as diferenças individuais, a fim de termos um convívio pacífico, teremos todas as chances possíveis para sobreviver em épocas tão difíceis quanto as que nos aguardam no futuro.
Linguagem Corporal: a Importância Dessa Comunicação para o Psicólogo Autor: Mary Elizabeth Sampaio de Oliveira | Publicado na Edição de: Agosto de 2012 Categoria: Introdução 4.5 Avalie este Artigo: Resumo: Compreender e lidar com as emoções é um desafio para todos, a Linguagem Corporal é um dos caminhos pelo qual pode-se atingir o objetivo de aprender a lidar e assim melhorar a capacidade de compreensão entre a sociedade. Aprofundar-se na interpretação da Linguagem Corporal é fundamental para exercer a Psicologia com mais profundidade, a partir desse conhecimento temos acesso a uma quantidade maior de indicadores que nos informam sobre o estado emocional dos interlocutores. O objetivo da pesquisa é mostrar como pode ser útil a observação da Linguagem Corporal para o psicólogo e conceituar essa comunicação. Palavras-chave: Emoções. Linguagem Corporal. Psicologia. Alguns autores, como Paul Ekman e Charles Darwin, acreditam que as expressões das emoções são universais, pois através de pesquisas com pessoas de várias localidades do mundo pode-se notar como as expressões são idênticas quando referidas a uma certa emoção. Outro fator que influencia para veracidade de que as expressões são universais, foi a análise de estátuas antigas que demonstravam as mesmas emoções que hoje qualquer pessoa também demonstra. Quando uma pessoa diz algo, porém através de sua linguagem corporal demonstra o que realmente pensa, ela provavelmente tem suas razões para estar omitindo a verdade, assim como confirma Aguiar (2004); por exemplo, quando a esposa pergunta ao marido se o seu cabelo está bonito após a coloração, mesmo ele não gostando, diz que está bonito para não magoá-la. Se ela fosse uma especialista no assunto com certeza teria captado os sinais da linguagem corporal de seu cônjuge, que estariam entrando em contradição com suas palavras e isso geraria algum tipo de conflito. É importante salientar que, conforme afirma Ekman (2011, p. 13) Se todas as pessoas conseguissem identificar e interpretar sem nenhum tipo de aprendizado a linguagem corporal, haveria muita desavença, pois todos querem sempre a verdade, porém esta também pode não ser a resposta que a pessoa quer ouvir. Por isso, um profissional no assunto, quando captar algum sinal que não lhe agrada, deve se colocar no lugar do outro e tentar entender o porquê da pessoa ter omitido a verdade. A tristeza é uma das emoções de mais longa duração. Após um período de angústia, há, em geral, um período de tristeza resignada, em que a pessoa se sente totalmente desamparada. Em seguida, novamente, a angústia, retorna. Segundo o psicólogo Paul Ekman, quando as emoções são suaves ou moderadas, podem durar poucos segundos ou alguns minutos, até outra emoção ser sentida. No entanto, no caso de uma perda intensa, sempre pode haver uma tristeza de fundo ou um estado de ânimo difórico, até que, ao longo do tempo, esse estado começa a desvanecer, à medida que o processo de luto termina. Se identifica uma tristeza, com a seguinte expressão facial: cantos da boca caído; bochechas levantadas, como se estivesse apertando os olhos, puxado em oposição aos cantos da boca; olhar abaixado; pálpebras superiores pendentes, os cantos internos das sobrancelhas puxados pra cima, no meio da testa É muito difícil para um psicólogo especializado em linguagem corporal trabalhar com pacientes que mentem o tempo todo, mas, ao mesmo tempo este é um aspecto positivo de se ter essa especialização, pois o profissional saberá quando a linguagem do paciente esta coerente com o que ele diz. Quando o psicólogo percebe que o paciente não está sendo verdadeiro, ele pode aos poucos ir tentando descobrir a verdade, de uma forma que o paciente consiga falar a verdade sobre suas emoções sem descobrir que na verdade ele foi de forma discreta levado à verdade. Outro aspecto importante que Cohen (2003) cita é que, o psicólogo, tendo conhecimento do assunto, poderá identificar alguns tipos de personalidade que talvez ele não queira tratar, como por exemplo, os sociopatas, que não apresentam expressão nenhuma, já que estes não possuem sentimentos e são muito perigosos para a sociedade. Referências: Talvez esses artigos também te interessem: As Emoções Emoções: uma construção reflexiva A Importância da Psicologia na Construção da Subjetividade Humana sobre a Pena de Morte A Paixão e o Crime Passional A Psicologia e o Trabalho em Equipe no Contexto Saúde Pública Cursos Online de Psicologia: Curso Online sobre Estratégias de Avaliação de Pessoas FAÇA SUA MATRÍCULA » Curso Online sobre Psicologia do Desenvolvimento FAÇA SUA MATRÍCULA » Curso Online sobre Motivação Pessoal FAÇA SUA MATRÍCULA » Fique por dentro das novidades do Psicologado! Cadastre seu e-mail para receber nossos boletins gratuitos: Nome: Email: Cadastrar Macbook Pro 15" com preço especial na RicardoEletro, confira! Psicologado:Psicologia GeralIntroduçãoLinguagem Corporal: a Importância Dessa Comunicação para o Psicólogo Contato | Twitter | Facebook | Política de Privacidade | Termos de Uso © Psicologado 2007 - 2014. Todos os direitos reservados
Trecho de Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal, de Allan e Barbara Pease Capítulo I Para entender o básico A leitura das atitudes e pensamentos expressos no comportamento das pessoas foi o primeiro sistema de comunicação usado pelo ser humano, muito antes do desenvolvimento da linguagem oral. Antes da invenção do rádio, a maior parte da comunicação entre as pessoas era escrita e se fazia por meio de livros, cartas e jornais. Isto significa que políticos feios e maus oradores como Abraham Lincoln alcançavam sucesso sendo persistentes e escrevendo bons textos. A era do rádio deu oportunidade a pessoas dotadas de um bom domínio da linguagem oral, como Winston Churchill, que falava maravilhosamente bem, mas não era favorecido visualmente. Os políticos de hoje em dia compreendem perfeitamente que a política é uma questão de aparência, razão pela qual a maioria deles recorre a consultores de linguagem corporal para ajudálos a criar a imagem de sinceros, honestos e responsáveis, principalmente quando não são. A maioria das pessoas acredita que a fala é ainda a nossa principal forma de comunicação. Em termos evolucionários, a fala só passou a fazer parte do nosso repertório de comunicação em tempos recentes, usada fundamentalmente para transmitir fatos e dados. Estima-se que ela tenha se desenvolvido há cerca de 2,5 milhões de anos, tempo durante o qual o nosso cérebro triplicou de tamanho. Antes disso, a linguagem corporal e os sons produzidos pela garganta eram as principais formas de transmissão de emoções e sentimentos humanos - e continuam sendo até hoje, embora a excessiva atenção dada às palavras faça com que sejamos profundamente desinformados a respeito da linguagem do corpo e da importância que ela tem em nossas vidas. A linguagem falada, apesar disso, reconhece a importância da linguagem corporal para a nossa comunicação. Eis aqui algumas expressões que mostram isso: Arranque essa tristeza do peito. Não fique de queixo caído. Esteja ao alcance da mão. Tire esse peso dos ombros. Dê um passo adiante. Entre de cabeça erguida. Não seja cara-de-pau. Vê se não me enche o saco. Que nariz empinado! Não empurre com a barriga. No começo… Os atores do cinema mudo, como Charles Chaplin, foram os pioneiros das técnicas de linguagem corporal, então o único modo de comunicação disponível na tela. A técnica de um ator era considerada boa ou má à medida que ele fosse capaz de usar gestos e sinais corporais para se comunicar com o público. Com a popularização do cinema falado e a conseqüente perda de importância dos aspectos não-verbais da representação, muitos atores do cinema mudo caíram na obscuridade. Só sobreviveram os que eram dotados de talentos verbais e não-verbais. Albert Mehrabian, pioneiro da pesquisa da linguagem corporal na década de 1950, apurou que em toda comunicação interpessoal cerca de 7% da mensagem é verbal (somente palavras), 38% é vocal (incluindo tom de voz, inflexão e outros sons) e 55% é não-verbal. A questão era o aspecto que você tinha ao falar e não o que realmente dizia. O antropólogo Ray Birdwhistel, pioneiro do estudo da comunicação não-verbal, calculou que, em média, o indivíduo emite de 10 a 11 minutos de palavras por dia em sentenças com duração média de apenas 2,5 segundos e estimou também que somos capazes de fazer e reconhecer cerca de 250 mil expressões faciais. Tal como Mehrabian, Birdswhistel descobriu que o componente verbal responde por menos de 35% das mensagens transmitidas numa conversação frente a frente; mais de 65% da comunicação é feita de maneira não-verbal. A análise de milhares de entrevistas e negociações de vendas gravadas durante as décadas de 1970 e 1980 nos mostrou que, no mundo dos negócios, a linguagem corporal responde por 60 a 80% das mensagens transmitidas na mesa de negociação e que as pessoas formam de 60 a 80% de sua opinião sobre um recém-chegado antes de completados os primeiros quatro minutos de conversa. Outros estudos mostram que, nas negociações por telefone, as pessoas que têm os argumentos mais fortes geralmente prevalecem, o que não acontece quando se negocia frente a frente, já que quase todo mundo toma suas decisões finais mais pelo que vê do que pelo que ouve. Por que não se trata do que você diz Embora não pareça politicamente correto fazer isso, quando somos apresentados a uma pessoa nós rapidamente a julgamos como sendo ou não simpática e adequada como potencial parceira sexual - e não são os olhos dela a primeira coisa que observamos. A maioria dos pesquisadores hoje concorda que as palavras são usadas primordialmente para transmitir informações, ao passo que a linguagem corporal é usada para negociar atitudes interpessoais e, em alguns casos, como substituta das mensagens verbais. Por exemplo, quando uma mulher manda "aquele olhar" para um homem, está lhe transmitindo uma mensagem muito clara sem precisar abrir a boca. Como qualquer outra espécie, somos ainda dominados por regras biológicas que controlam nossas ações, reações, linguagem corporal e gestos. O fascinante em tudo isso é que o animal humano raramente tem consciência de que suas posturas, movimentos e gestos podem contar uma história enquanto sua voz está contando outra.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Porque médicos são processados por pacientes?

Estudo mostra o motivo que levam pacientes a processarem os seus médicos, dados divulgados nos EUA, apontam que a empatia clínica, ou habilidade interpessoal, pode levar a prevenção de um futuro processo judicial, já que os pacientes desejam processar os médicos antes que eles cometam um erro médico (mas cometeram erros “corporais”) como evitar:
os pacientes desejam que o médico demonstre interesse pela causa dele ou por ele: inclinar para frente, gesticular um pouco mais(não muito).olhar para o paciente.
Não deve ficar tamborilando os dedos.
Médicos devem sentar (estudos apontam que pacientes ficam mais tempo com médicos que sentam)
cumprimentar o paciente num primeiro instante, se possível com um aperto de mão.
Não deve ficar olhando celulares, relógios, a porta de saída ou mostrar distração.

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Estudo aponta: QUEM É LIDER É ALTO?


Estudo mostra que liderança pode estar ligada a altura, esses são dados divulgados nos EUA, lideres de grandes CEOs, tem uma altura mais elevada que os demais. Uma vez que:
Ficar ereto
cabeça erguida
ficar firme
passos seguros ao caminhar
Demonstra competência, segurança e firmeza, empresas confiam em profissionais com esse perfil, acabando por direcionar a eles a liderança de grandes empresas.

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COMO CAUSAR UMA BOA PRIMEIRA IMPRESSÃO

Grande parte das pessoas ficam preocupadas em causar uma boa primeira impressão seja na venda, entrevista de emprego, na paquera, reunião, apresentação e ate mesmo em um ambiente familiar. Mas como causar essa primeira impressão, é sabido por algumas vertentes que a primeira impressão é criada nos primeiros setes segundos de contato, e para cria-la é necessário que:
criar um papel, ou melhor incorporar um papel antes de entrar em cena, vai para aquele lugar então pense em como você deve ser e vista desse papel ou pessoa.
Sorria: pessoas que sorriem conseguem melhor a simpatia das outras, contudo sorria e não dê gargalhadas das outras pessoas.
Olhe para as pessoas: é tão ruim quando as pessoas com quem conversamos estão distantes.
Cumprimente: cumprimentar uma pessoa é sinal de deferência, respeito e cortesia.
Inclinar: você deve inclinar para a pessoa, demonstrando que esta ligada a ela.

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Descubra quem é carismático! Por meio da L.C.


Descubra quem é carismáticos por meio da Linguagem Corporal, estudos recentes realizados em países do norte apontam para isso. Uma vez que pessoas carismáticos:
sorriem naturalmente(franzindo os olhos)
usam variedades de gestos
Tocam as pessoas com quem conversam durante o diálogo

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Prof. Marcos Tadeu Cardoso
Historiador, pesquisador e escritor
www.marcostadeucardoso.blospot.com

Participe de nossa comunidade no orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=12279497

Convite para palestras: (38) 30811571-(38) 32235534-(38) 98046580-(38) 91437699
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Desvende os sinais do gato e saiba se ele está afim de você
Experts em linguagem corporal revelam o significado dos gestos do gato durante o encontro

Publicado em 14/09/2011

Roberta Figueira
Conteúdo do site VIVA!MAIS

Casal paquera

Entenda os sinais que ele te dá na hora da paquera


É no primeiro encontro que provavelmente mais usamos a linguagem não verbal. (...) Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal (Sextante, R$ 24,90), os sinais podem ser divididos em cinco fases e mostram se o cara está a fim de você.

Troca de olhares
Cada olhar dura cerca de três segundos. "É o tempo necessário para a primeira impressão", explica Marcos Tadeu Cardoso, especialista em linguagem corporal. Se o moço gostar do que viu, vai mirá-la novamente. "Quem desvia o olhar primeiro, demonstra submissão", afirma Cardoso. Então, quando a mulher é persistente, mantendo o alvo em foco, pode intimidar o homem.

Sorriso
Quando a espiada vem acompanhada de um sorrisinho, o interesse está confirmado. "Esse gesto passa a ideia de que observá-la faz bem a ele", justifica Camargo.

Postura
Esse é o momento em que você dá sinais para a aproximação. A mulher fica com a coluna reta para destacar os seios e requebra os quadris. Estando sentada, cruza as pernas. Depois, inclina a cabeça na direção de um dos ombros para mostrar o pescoço nu e mexe no cabelo. O homem, provavelmente, responderá esticando a coluna e estufando o peito. Ele ainda gesticula de forma mais ampla e também mexe no cabelo. Para completar, coloca os polegares no cinto, na cintura ou no bolso, enquanto os indicadores apontam o órgão sexual.

Fala
É o estágio em que, claro, o rapaz se aproxima e inicia o diálogo. Pode engrossar a voz.

Toque
Aproveite a conversa para testar o interesse dele em conhecê-la melhor. Mesmo que o moço esteja com o rosto virado em sua direção, fique atenta à posição dos pés dele, que, geralmente, apontam para o "objeto" de atenção. Se o bonitão inclinar o corpo para você, melhor ainda. Aproxime-se, toque-o de vez em quando e vá aumentando a frequência. Caso ele retribua, pegando em sua cintura, em seu braço ou em seu ombro com a mão em forma de garra, revelará querer mais intimidade. Em seguida, mire os olhos e depois os lábios, inclinando-se até ficar a cerca de 60 cm do dele. Dê-lhe um beijo no rosto ou apenas volte para a posição anterior. "Assim, fica mais fácil para o homem dar o próximo passo", defende Cardoso. Se o moço já é conhecido, fique atenta ao abraço dele. "Quem não tem interesse sexual costuma manter a barriga mais afastada", explica. O abraço colado é indício de desejo. A insatisfação também se revela no corpo humano. Segundo o especialista, alguém receoso coloca as mãos no bolso ou para trás e pode até usar qualquer objeto para encobrir o próprio corpo. Então, é com você: solte algum comentário para quebrar o gelo.

domingo, 24 de julho de 2011

Quando voce entra em um loja e esta em duvida qual gesto você realiza?
Marcos Tadeu Cardoso
Palestrante, consultor e professor

A pesquisa apontou para quais gestos indicam dúvida do cliente dentro de uma loja, essa é uma dúvida comum, abordar um cliente que está com pressa e já sabe o que quer, pode ser um erro fatal; ate mesmo não abordar um cliente quando o mesmo esta com dúvida e “nervoso” pode ser outro erro que custará um “sermão”, o ideal é que os vendedores saibam quais são os indícios de dúvida do cliente. Foram consultadas 51 pessoas em um período de seis meses, os dados constados aqui foram paralelamente comparados e analisados por funcionários e clientes de um supermercado.
É importante ressaltar que compreender a Linguagem Corporal é um elemento diferencial não apenas para relacionamentos entre casais, mas sobretudo para as vendas e nesse contexto o atendimento, algo enfatizado pela Linda Richardson (pag. 34/36, 2006) ao mencionar que o uso da mesma levará ao diferencial, para alcançar o ápice de um vendedor de sucesso,

Nesses casos, manter o contato visual e os ouvidos abertos para questões e dúvidas do cliente é fundamental, assim como confrontar as mensagens enviadas pela linguagem corporal com o que está sendo dito. Suas perguntas demonstram sua capacidade de “ler” as expressões e o gestual (...). Use a linguagem corporal: escute com os olhos, não apenas com os ouvidos. Leia os sinais corporais para entender como o cliente se sente sobre algum assunto: confuso, inquieto, motivado ou desinteressado.

Na pesquisa realizada, os pesquisados apontaram que quando os clientes estão com dúvidas, onde fica o produto, preço, detalhes etc. Para 70% dos pesquisados, quando eles estão com dúvidas eles olham para todos os lados, porque esse sinal? Um dos motivos é que como estão com dúvidas eles precisam buscar alternativas, a melhor forma de alcança-las é olhar para todos os lados na tentativa de acha-las, então quando um cliente olha para todos os lados, ele busca alternativas, saber onde está o produto, valores, detalhes, informações que olhando num primeiro momento ele não teve, por isso ele precisa acha-las, para acha-las so olhando.
A segunda mais votada foi o sorrir ironicamente, com 11% dos votos, como eles estão com dúvidas e o funcionário que está ali para atende-lo não tem bom senso o cliente sorri ironicamente, é um recurso que ele têm, na sua visão essa é uma linguagem que diz ao vendedor “você não vai vim me atender?”
O o ideal é que antes do cliente sorrir ironicamente ele possa antecipar a insatisfação do cliente e esclareça sua dúvida, por mais insatisfeito que esteja o cliente, “ele tem bom senso” não vai direcionar sua insatisfação para outro vendedor que não tem culpa por isso.
Em terceiro lugar ficou bater os pés, com 9% dos pesquisados, um sinal de ansiedade ou mesmo de “impaciência”, como se quizesse falar com o vendedor “estou esperando, não vai vir me atender?”
O bom vendedor antecede esses sinais negativos, gera satisfação no cliente, antes que ele pense em ficar insatisfeito, tanto bater os pés, quanto sorrir ironicamente é uma tentativa de demonstrar que está insatisfeito com o atendimento, com o local etc.
No último lugar ficou tanto fechar a cara para o vendedor quanto outras alternativas ambas com 3%, após tentar achar alguém para atender, olhar para todos os lados, sorrir ironicamente, bater os pés demonstrando ansiedade só restou ao cliente fechar a cara e ir embora ou reclamar do atendimento, em uma das últimas hipóteses comprar o produto e não voltar mais aquele local ou etc.
É fato que as pessoas não desejam o bom atendimento, o bom vendedor, bom produto, bom esposo, bom carro... Elas querem o melhor, o excelente em tudo desde atendimento a produtos, então oferecer o melhor ate mesmo no atendimento trará mais clientes.

Parte do livro: DESVENDANDO A LINGUAGEM CORPORAL NOS RELACIONAMENTOS