quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Linguagem corporal
Publicado em: 28/10/2010
1 INTRODUÇÃO
Este artigo tem como objetivo principal apresentar possibilidades que a linguagem corporal tem a oferecer ao processo de ensino aprendizagem. No ato de transmitir conhecimento a comunicação é fator primordial para esse processo, buscando a interação entre professor e o aluno, no cotidiano escolar. Vale ressaltar que essa comunicação pode ser expressa de várias formas; a linguagem corporal é uma delas. Visando a interação harmoniosa na prática escolar. Todo e qualquer individuo deve saber que o corpo é um grande aliado na transmissão de conhecimento, pois, o mesmo e um recurso de grande relevância para a transmissão de novas informações.
2 A HISTÓRICIDADE DA LINGUAGEM CORPORAL.
Os primeiros estudos científicos sobre o sorriso de que se tem noticia foram os do cientista francês Guillaume Duchenne de Boulogne, no inicio do século XIX. Boulogne descobriu que os sorrisos são controlados por dois conjuntos de músculos: os zigomaticos maiores, que percorre todo o lado do rosto e se conectam com os cantos da boca, e os orbiculares ópticos, que puxam os olhos para trás. Os zigomaticos maiores puxam a boca para os lados, expondo os dentes e alargando as bochechas, ao passo que os orbiculares ópticos estreitam os olhos e produzem os pés - de- galinhas.
É importante entendermos que cada parte do corpo, do músculo, dependendo dos gestos com eles feitos, podem ter vários significados, sendo assim,tornando-se assim uma forma de comunicação.
Os cientistas são capazes de distinguir os sorrisos verdadeiros dos falso usando os chamados sistemas de codificação da ação facial, concebido pelo professor Paulo Ekman, da universidade da Califórnia, e pelo doutor Wallace Friesen, da universidade de Kentucky os sorrisos verdadeiros são gerados inconscientemente pelo cérebro, o que significa que são automáticos. (2004, p. 55)
Mehrabian, pioneiro da pesquisa da linguagem corporal na década de 1950, apurou que em toda comunicação interpessoal cerca de 7% da mensagem é verbal (somente palavras), 38% é vocal (incluindo tom da voz, inflexão e outros sons) e 5% é não verbal. Para Wayer as palavras são realidades, antes de se tornarem expressão de desejos e instrumentos do pensamento, elas são, de inicio, o prolongamento dos gestos. (1984, p. 21)
Durante as décadas de 70 e 80, a pesquisa nos mostrou que no mundo dos negócios, a linguagem corporal responde por 60 e 80% das mensagens transmitida na mesa de negociação. A maioria dos pesquisadores hoje concorda que as palavras são usadas primordialmente paras transmitir informações; ao passo que a linguagem corporal é usada para negociar atitudes interpessoais e, em alguns casos, como substitutas das mensagens verbais. Isso mostra que a linguagem corporal tem sua utilidade e que é necessária para contribuição da comunicação. Rodrigues ressalta que:
O eixo fundamental de nosso raciocínio foi insistir sobre o fato de que uma sociedade só se encontra existência nos corpos pulsantes dos seres humano que constituem: ela vísceras, sentidos, neurônios... A história, dessa maneira, não se concretiza somente em guerras, decretos, trabalhos, obras, monumentos ou entronizações: materializa-se também e talvez primordialmente em perfumes, sons, miragem, memórias, caricia ascos, evitaçoes, esquecimentos... Não há outra concretude social: uma sociedade estará nos corpos de seus membros ou não resistirá em parte alguma. (1999, p. 177)
Pease enfatiza que: quando uma mulher manda "aquele olhar" para um homem, está lhe transmitindo uma mensagem muito clara sem precisar abrir a boca. Como qualquer outra espécie, somos ainda dominados por regras biológicas que controlam nossas ações, reações, linguagem corporal e gestos, (2001, pg. 18,19)
A versão moderna do antigo ritual de cumprimento é o movimento das mãos encadeadas palmas com palma, para cima e para baixo. Usada originalmente no século XIX, por homens de status semelhantes para selar suas transações comerciais; ela só veio a ser amplamente difundida a cerca de 100 anos e permaneceu como domínio masculino até tempos muito recentes. Hoje, na maioria dos países europeus e ocidentais, o aperto de mão é uma forma de cumprimento, usada tanto na chegada como na despedida, em todos os contextos de negócios e, cada vez mais, em festas e acontecimentos sociais, por homens e mulheres. Pease contribui:
Nessa circunstancia, é melhor esperar que a outra pessoa tome a iniciativa do aperto de mão e, e caso isso não aconteça, cumprimentar fazendo um breve gesto com a cabeça. Embora em alguns países apertar a Mao de uma mulher ainda seja um habito pouco freqüente, hoje em muitos lugares as mulheres que tomam iniciativa de dar um firme aperto de mão o causam uma melhor primeira impressão (2004, p. 41)
A linguagem do corpo é o reflexo externo do estado emocional da pessoa. Cada gesto ou movimento pode ser uma valiosa fonte de informação sobre a emoção que ela está sentindo num dado momento.
Pease contribui com seu pensamento: os fotógrafos pedem para a gente dizer "xis" por que esta palavra faz puxar para trás os músculos zigomáticos maiores. O resultado, porém, é um sorriso falso é uma fotografia com aspecto pouco sincero.
Quando está envolvida com "colegas'' de classe a criança desenvolve a capacidade de desenvolver referenciais de comunicação, pois,quando é maior o envolvimento com o meio, maior e o ‘'vocábulo''gestual e por seguinte as possibilidades de comunicação através da linguagem corporal. O meio que a criança está desenvolvendo a linguagem corporal é muito influente, pois, ocorre progressivamente através de adequados à necessidade imediata. Para Wayer:
A criança toma consciência, trava conhecimento e adquire progressivamente o domínio dos elementos que constituem o mundo dos objetos, graças as seus deslocamentos e à coordenação de seus movimentos, isto è, graças a um uso cada vez mais precioso do próprio corpo. (1984, pg.21).
O gestual, o brincar, o desenvolver movimentos, dançar, estão ligados a uma possibilidade direta motivação na escola, nestas primeiras. Desta forma o autor Carmo Junior observa:
0 ato criativo, no sentido fenomenológico( no mundo da vida) esta representando pelo instante lúdico extremamente profanador, violador, influente e que contem um movimento incessante.(1995, pg.19).
A maioria das pessoas acredita que a fala é ainda a nossa principal forma de comunicação. Em termos evolucionários, a fala só passou a fazer parte do nosso repertório de comunicação em tempos recentes, usada fundamentalmente para transmitir fatos e dados. Estima-se que ela tenha se desenvolvido há cerca de 2,5 milhões de anos, tempo durante o qual o nosso cérebro triplicou de tamanho. Antes disso, a linguagem corporal e os sons produzidos pela garganta eram as principais formas de transmissão de emoções e sentimentos humanos e continuam sendo até hoje, embora a excessiva atenção dada ás palavras faça com que sejamos profundamente desinformados a respeito da linguagem do corpo e da importância que ela tem em nossas vidas.
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Toda linguagem carrega dentro de si uma visão de mundo, prenha de significados e significações que vão alem do seu aspecto formal. O estudo apenas no aspecto formal desconsideração a inter relação contextual. (...). (1999, p. 126).
E evidente que a linguagem falada e de fundamental Importância para o ensino, mas a linguagem corporal também tem sua parcela de contribuição para esse processo de comunicação, oferecendo-as variações no ato de ensinar.
A criança de três anos que, ao ouvir um impulso sonoro curto, realiza um movimento corporal está transpondo o som percebido para outra linguagem, materializando, de certa maneira, aquilo que ouviu. Diferentes tipos de sons (curtos, longos, em movimento, repetidos, muito fortes, suaves, podem ser traduzidos corporalmente, numa realização intuitiva e espontânea (...). (1998, p.145)
3 AS DIFICULDADES DA LINGUAGEM CORPORAL COM RELAÇÃO PROFESSOR ALUNO.
A linguagem corporal apresenta um leque de benefícios para uma interação entre o professor e o aluno, pois, a partir do momento que a mesma for desenvolvida com coerência, consequentemente irá ser estabelecido um comportamento comunicativo entre ambos, bem expressivos e significativos e a linguagem corporal têm essa principal qualidade em uma práxis escolar:
Quando se fala em transmitir informações automaticamente o individuo associa a prática da fala (voz), pois, muitos ainda acreditam que o único meio do docente transferir o conhecimento para o discente seria através da sua fala. Baseando-se nesse contexto Pease afirma que:
A linguagem falada, apesar disso, reconhece a importância da linguagem corporal para a nossa comunicação, nesse sentido a linguagem corporal necessita de uma devida atenção na qual a sua valorização requer estudos e interação no currículo escolar. (2004, pg. 17)
O Professor deve estar atento ao desenvolvimento de seu aluno e de como o mesmo está sendo expresso, pois, é importante que a linguagem corporal seja incluída em sala de aula com mais freqüência e de uma forma mais esclarecida, para que os alunos venham entender o que está sendo trabalhado cientificamente,pautada no conteúdo ministrado pelo professor no âmbito corporal. Pois, muitos ainda utilizam tal linguagem, porém, poucos têm o conhecimento de sua importância. Para Bordenave.
É necessário compreender que a comunicação não inclui apenas as mensagens que as pessoas trocam deliberadamente entre si. Além das mensagens trocadas conscientemente, com efeito, muitas outras são trocadas sem querer, numa espécie de para comunicação ou para linguagem (2001, pg. 50).
Por este motivo que o mestre em sala de aula deve ter um olhar afetivo e preocupado com o aprendizado de seus alunos, pois, a sua responsabilidade diante de seu profissionalismo e muito significativa para a formação dos futuros cidadãos que serão formados futuramente.
4 A LINGUAGEM CORPORAL E SEUS BENEFÍCIOS NO PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM.
A Linguagem corporal é uma estratégia que pode ser utilizada para aperfeiçoar a qualidade no processo ensino- aprendizagem; e para que esse recurso seja empregado com êxito é fundamental que seu receptor se envolva e esclareça tal linguagem, pois, a partir do momento que a transmissão de conhecimentos seja efetuada de uma maneira diferente e bem criativa, o interesse será despertado propiciando bons resultados.
Segundo Bordenave (1982, p. 59): (...) A metacomunicação pode ser verbal ou não-verbal, isto é, feita quer com palavras, quer com gestos, olhares, tom de voz. É importante esclarecer como funciona a linguagem corporal e o que cada gesto significa, pois o professor só saberá ensinar se de fato conhecê-los. Baseando-se nisso Pease afirma que:
Reserve pelo menos cinco minutos diários para estudar a linguagem corporal das outras pessoas e adquirir consciência de seus próprios gestos. Os melhores locais dessa leitura são os ambientes onde as pessoas se encontram e interagem. (2004, p.33)
Para que aconteça o desempenho efetivo no decorrer da execução da linguagem corporal é fundamental que o transmissor de tal linguagem tenha um conceito formado e praticado, sendo assim, conseqüentemente o mesmo terá como aliado uma grande ferramenta para ministrar uma aula criativa, comunicativa e dinâmica.
O principal valor que a linguagem corporal atribui em uma sala de aula é a diversidade que ela pode oferecer ao âmbito escolar, pois, através das diferentes formas de transferir conhecimentos é que podemos chegar ao sucesso esperado. Segundo Gam Bardella (2004 pg.21), (...) A Linguagem é a propriedade basicamente humana de manifestar idéias e sentimentos por meio de diversos sons e gestos específicos, sendo o instrumento pelo qual a inteligência e desenvolvida.
A Linguagem corporal é uma grande forma de expressar mensagens sem o uso da fala, pois através de gestos pode acontecer uma troca de informações onde a participação coletiva dos alunos acontece de forma espontânea, porém se caso esse interesse não aconteça o entendimento será de difícil compreensão.
5 A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM CORPORAL NAS SÉRIES INICIAIS.
A educação das séries iniciais necessita de um reconhecimento onde a sua importância seja valorizada, pois, sem dúvida a própria é a base sólida que qualquer individuo precisa em sua vida escolar, por este motivo todo e qualquer método utilizado para transmitir esse conhecimento é de grande relevância para o ensino. Carmo Júnior analisa que:
Com a descoberta da linguagem, a criança encontra sua humanidade, autentica física e direta. É o primeiro esplendor da vontade viva e vigorosa, métrica e poética. Nesse sentido, o corpo biologicamente instituído no mundo se oferece a primeira dança da vida. No verdadeiro sentido da representação, todo ser é artista e todo ato faz sentido. Eis uma noção da subjetividade corporal, quando se manifestam nos códigos do gesto humano, o jogo humano da palavra com as coisas. (p.19, 1995)
É importante que seja apresentado várias possibilidades para a criança se expressar nas séries iniciais e a linguagem corporal, dentre tantas, é uma dessas formas de comunicação que pode ser inserida para o ensino das crianças, sendo assim, Carmo Júnior complementa que:
Quando negamos à criança expressar-se através de movimento, quebramos uma corrente começa em suas primeiras experiências vivenciadas e forçamos um retrocesso em um aprendizado progressivo e latente. (pg.19-1995)
E complementando este pensamento, Nicolau contribui dizendo que: outro fator que exerce uma enorme influência sobre o desenvolvimento infantil é a descontinuidade entre os valores da criança, a sua forma de viver e de se comunicar e aqueles trabalhos da escola. (1986, pg. 78).
A oportunidade de um bom desenvolvimento onde a criança possa criticar contestar transformar só pode ser praticada se desde cedo a criança for estimulada e respeitada em suas experiências de vida. A linguagem presente no gesto, nos movimentos simples ou complexos permite a criança ser e estar no mundo. É um mundo que se movimenta que gesticula que faz com que cada criança procure formas de imitá-lo para aprender a viver. De acordo com o estudioso Foucault:
O controle disciplinar não consiste simplesmente em ensinar ou impor uma série de gestos definidos; impõe a melhor relação entre o gesto e a atitude global do corpo, que é sua condição de eficácia e rapidez. No bom emprego do corpo, que permite um bom emprego do tempo, nada deve ficar ocioso ou inútil: tudo deve ser chamado a formar o suporte do ato requerido. Um corpo bem disciplinado forma o contexto de realização do mínimo gesto. Uma boa caligrafia, por exemplo, supõe uma ginástica uma rotina cujo rigoroso código abrange o corpo por inteiro, da ponta do pé á extremidade do indicar. (1987, p.130).
A linguagem corporal tem papel fundamental como contribuinte no processo ensino- aprendizado, pois, todo e qualquer instrumento que venha a somar com o método de ensino do professor irá de fato proporcionar bons resultados futuros para a educação em geral; e com certeza também facilitará com o trabalho do profissional, responsável por esse trabalho tão importante, não só nas séries iniciais, mas na vida escolar, como um todo.
A educação se dá de diversas formas, dependendo de cada povo e cada cultura, o saber, os gestos que as crianças realizam. A criança vê ,entende , imita e aprende e se educa com a sabedoria que existe na própria comunidade. Baseando – se nisso Pease afirma que:
Pesquisas recentes mostram de maneira convincente que a linguagem corporal pode acrescentar muitas coisas em sua vida. Pode mudar o humor antes de sair de casa, pode se sentir mais confiante no trabalho, convincente e persuasivo (2005, p. 270). (...)
È preciso mudar o papel da educação formal porque apenas informa e treina os alunos. A utilização da linguagem corporal è algo inovador e dinâmico. Para Maia: A linguagem è considerada como a capacidade humana de articular significados coletivos e compartilha – los em sistemas arbritarios de representação , que variam de acordo com as necessidades e experiências da vida em sociedade (1999,P.125)
A tarefa do educador nesse processo é vital, pois se ele não estiver disposto a mudar, não poderá jamais reclamar da educação que seus filhos e netos receberão. Maia analisa que:
No mundo contemporâneo, marcado pelo apelo informativo imediato, a reflexão sobre as linguagens e seus sistemas, que se mostram articulados por múltiplos códigos, e sobre os processos e procedimentos comunicativos é uma garantia de participação ativa na vida social, a cidadania desejada (1999, P.127)
A humanidade vive em um processo constante de amadurecimento, por isso se faz necessário que homem esteja em sintonia com essas mudanças buscando conhecimento. Maia contribui dizendo que: Os conhecimentos que pode parecer, em
Um primeiro momento, como imediato, tem por trás de si uma historia de lutas classificatórias que devem ser revistas no âmbito escolar. (1999, P. 127)
Conhecer o desenvolvimento da linguagem corporal devem ser o ponto de partida para qualquer profissional que objetive trabalhar com essa modalidade, entretanto, é claroque os conhecimentos sobre o processo de aquisição da linguagem necessita de pesquisas que trabalhem essa modalidade, ou seja, a linguagem corporal. Para quadros
A importância desses estudos se de fato de indicarem caminhos para os fatores implicados no processo de aquisição da linguagem que pode ser de grande valia para a aquisição da língua portuguesa (1997, P. 67)
Entretanto, Petitto argumenta que a criança simplesmente produz gestos que diferem dos sinais produzidos, por volta dos 14 meses analisando essa produção gestual como parte do período pré- lingüístico (1987. P.71)
Obeserva-se que a criança desde o nascimento, desenvolve o gesto, essa comunicação corporal que com o passar do tempo vai se desenvolvendo de acordo com o crescimento. Petitto enfatiza:
As crianças com menos de um ano, surdas ou ouvintes, apontam freqüentemente para indicar objetos e pessoas. Mas quando ela entra no estagio de um sinal, o uso de apontarão desaparece sugere que nesse período parece ocorrer uma reorganização básica em que a criança muda o conceito da apontarão inicialmente gestual. (1987, P. 71)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este artigo vem reforçar a pratica problematizadora do educador. È tenta mostrar da melhor maneira possível, falando sobre a linguagem corporal que se impõe aos que verdadeiramente se comprometem com a educação. A linguagem corporal e um recurso riquíssimo, para se desenvolver em sala de aula,proporciona dinamicidade,criatividade, comunicação e aprendizado.
A pesquisa possibilitou a oportunidade de conhecer as diferentes formas de se comunicar, a linguagem corporal e uma delas. Com todos os conhecimentos vividos podemos fortalecer o ensino com nossas experiências e contribuir com ensino-aprendizagem ao incluir em nossa metodologia a linguagem corporal.
Por tanto a linguagem e algo primordial na vida de qualquer ser humano, sendo que é uma herança social,o homem cria,transforma, em língua falada, escrita, gestual e em infinitas possibilidades.
REFERÊNCIAS
BORDENAVE, Juan Diaz. O que é comunicação. São Paulo: editora brasiliense. 2001.
BRITO Teca Alencar de musica na educação infantil. São Paulo: editora Peirópolis. (1998.p.179).
COELHO, Lucivanda mira. Leitura e escrita praticas responsável pelo desenvolvimento a linguagem corporal, um meio diferente de se comunicar. Artigo cientifico Instituto macapaense do melhor Ensino Superior, Macapá: 2010-10-23
FOUCALT,Michel.Vigiar e punir. Petrópolis: 1987.
MAIA, Eni Marisa. Linguagens códigos e suas tecnologias. Brasília: editora executiva.1999.
PEASE, Barbara. Desvendando os segredos da linguagem corporal. Rio de janeiro: editora Sextante. (2004.p.17).
PEASE,Barbara.Desvendando os segredos da linguagem corporal –Rio de janeiro:editora sextante.(2004.p.20)
PLEASE,Allan.Desvendando os segredos da linguagem corporal_ Rio de janeiro:editora sextante.(2004.p.18-19)
PCN'S- parâmetros curriculares nacionais. Ensino médio. 1999.
QUADROS,Ronice Muller de educação de surdos:A aquisição da linguagem.Porto Alegre :editora artmed.1997.
RODRIGUES, José Carlos. O corpo na historia. Rio de Janeiro: Editora fiocruz, 1999.
O que a linguagem corporal e organização dizem sobre nós?
05/03/2012
Psicólogo analisa a forma como as pessoas se vestem, gesticulam e organizam suas mesas para revelar suas verdadeiras personalidades e profissionalismo
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Crédito: Lentolo / Shutterstock.com
As coisas que possuímos e a forma como nos vestimos e comportamos podem dizer mais sobre nós do que nossas conversas mais íntimas
Sam Gosling, psicólogo e professor da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, reuniu grupos de pesquisadores para investigar os quartos, escritórios, gostos musicais e perfis em redes sociais e ver o que pode ser aprendido ao simplesmente olharmos para nossos pertences pessoais.
» O que o seu e-mail diz sobre você?
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O que ele descobriu é intrigante: quando pensamos nos aspectos mais essenciais de nossa personalidade – da flexibilidade e sociabilidade a criatividade e originalidade – as coisas que possuímos e a forma como nos vestimos e comportamos podem dizer mais sobre nós do que nossas conversas mais íntimas.
O professor reuniu suas descobertas e conclusões no livro Snoop: What Your Stuff Says About You (ainda sem edições para o português). Além das pesquisas de campo, o livro reuniu outros estudos originais e histórias sobre as pessoas investigadas na pesquisa.
Em um desses estudos, as análises do psicólogo Egon Brunswik mostraram que a forma de falar, gesticular e vestir-se eram pistas realmente válidas sobre as habilidades sociais de indivíduos. Ele concluiu que a formalidade do vestuário podia prever a motivação profissional dos participantes.
Para Gosling, essas descobertas refletem os resultados de outros dois pesquisadores, Borkenau e Liebler, nos quais a formalidade do vestuário era a única pista que apontava para o grau de conscientização dos participantes.
As análises de Gifford, outro estudioso citado no livro, mostraram que ao invés de analisar a gesticulação para julgar a motivação, os entrevistadores deveriam prestar atenção para o quanto que os participantes se inclinavam para a frente. Quanto mais se inclinavam, mais motivados estavam. Pela perspectiva de Sam Gosling, o modelo de Bruswik é importante por que nos permite visualizar se estamos no caminho certo ou se estamos prestes a cometer erros.
Autor: Universia Brasil
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Pentágono estuda linguagem corporal de Putin para entender seu comportamento
Por Reuters | 08/03/2014 11:57
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Centro de estudo gasta US$ 300 mil todos os anos para estudar a linguagem corporal de líderes mundiais, entre eles Putin
Reuters
Durante todos esses anos em que o líder russo, Vladimir Putin, estava se exibindo sem camisa, demonstrando sua técnica de faixa preta de judô e caçando baleias, uma pesquisadora do Pentágono estudava o presidente para tentar detectar pistas sobre o seu comportamento.
Putin: Houve golpe na Ucrânia e Rússia tem direito de usar a força se necessário
AP
Presidente Vladimir Putin faz pronunciamento durante evento nas Colinas de Valdai, Rússia
O Office of Net Assessments, uma espécie de centro de estudos e pesquisas para o secretário de Defesa dos Estados Unidos, gastou US$ 300 mil todos os anos, desde 2009, para estudar a linguagem corporal e os padrões de movimento de importantes líderes mundiais, entre eles Putin, que além de presidente também foi primeiro-ministro russo.
O almirante John Kirby, principal porta-voz do Pentágono, afirmou que Putin já tinha sido estudado em 2008, juntamente com o então presidente russo, Dmitry Medvedev, e novamente em 2012.
Mais: Putin promete 'aniquilar terroristas' após ataques na Rússia
Ele negou informações de que há um estudo em andamento sobre Putin por causa da atual crise na Ucrânia, e afirmou que as pesquisas sobre Putin "não serviram de base para quaisquer decisões políticas do Departamento de Defesa".
"Não encomendamos um estudo sobre a linguagem corporal de Vladimir Putin", afirmou Kirby em uma coletiva de imprensa. "A pesquisadora (...) determina por conta própria os indivíduos que quer estudar."
"Não houve um estudo sobre Vladimir Putin por causa da recente crise na Ucrânia."
Kirby afirmou que não viu os relatórios do centro de pesquisas e não sabe quem no Pentágono já os leu. Ele disse que as descobertas são entregues ao Office of Net Assessments, e como muitos outros estudos não circulam para uma grande quantidade de pessoas.
Pesquisas sobre líderes internacionais são conduzidas há anos e, em certo ponto, foram realizadas dentro do Departamento de Estado dos EUA, disseram autoridades.
Nos últimos dez anos, aproximadamente 40 relatórios foram feitos sobre diferentes líderes, disse uma autoridade do órgão. "É um programa de pesquisas que examina os movimentos corporais e a linguagem corporal de vários líderes mundiais, para determinar e entender melhor seu processo de tomada de decisão", disse Kirby em coletiva de imprensa.
Autoridades disseram que a líder das pesquisas é Brenda Connors. Embora seus estudos não sejam públicos, ela escreveu artigos em jornais sobre Putin, baseados em suas pesquisas. O Pentágono liberou a publicação, disseram autoridades.
Um artigo de 2004, publicado no Providence Journal, em Rhode Island, descreveu os movimentos de Putin como os de "um homem com dificuldade para seguir em frente -- uma fraqueza que está mostrando ser um impeditivo para seu governo e o futuro da Rússia".
O artigo afirma que pela análise de vídeos em detalhes é possível "descobrir a assinatura do estilo de movimento de uma pessoa, um padrão tão único quando uma impressão digital".
"A falta de habilidade de Putin para integrar movimentos causa obstáculos para o seu complexo exercício do poder", dizia o artigo.
"Suas demonstrações de judô mostram uma pessoa tentando avançar, mas seus padrões de movimento indicam um atraso. Alguém pode comparar isso ao desejo de levar a Rússia adiante, mas ainda presa ao passado soviético." Kirby disse que o Secretário de Defesa, Chuck Hagel, não leu os relatórios.
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Como sua linguagem corporal define quem você é
PUBLICADO
30 de out de 2012
2
Provavelmente você já ouviu falar do termo “linguagem corporal”. Basicamente, isso quer dizer que a nossa postura pode transmitir emoções ou intenções. A postura corporal tem o poder de influenciar os julgamentos de outras pessoas e acabar decidindo quem vai receber um novo emprego ou quem vai conquistar outra pessoa na balada.
Mas uma nova ideia têm sido apresentada por Amy Cuddy, professora e pesquisadora na Escola de Negócios de Harvard: a nossa postura corporal pode influenciar a nós mesmos! Será mesmo? Sorrimos quando estamos felizes, mas será que ficaremos mais felizes se forçarmos o sorriso?
Para testar isso, ela pediu para seus sujeitos experimentais adotarem uma posição de “alto poder” (como da foto) ou de “baixo poder” (como inclinados, se fechando, ou com a mão no pescoço).
Após dois minutos eles participavam de um jogo de apostas. Curiosamente, 86% dos sujeitos da condição de “alto poder” apostavam, contra 60% dos sujeitos da condição de baixo poder. Outro dado observado foi o nível de testosterona (o hormônio de dominância) dos sujeitos: os sujeitos de “alto poder” tiveram um aumento de 20% nos níveis de testosterona, enquanto do outro grupo tiveram um decréscimo de 10%. Quanto aos níveis de cortisol (o hormônio do estresse), foi observado um decréscimo de 25% no grupo de “alto poder” e um aumento de 15% no grupo de “baixo poder”.
Conclusão: nosso comportamento não-verbal influencia como nós pensamos e sentimos sobre nós mesmos, ou seja, nosso corpo influencia nossa mente.
Por isso, é melhor prestar mais atenção à sua postura em uma palestra, entrevista de emprego ou outras situações em que você possa estar sendo avaliado. Quem sabe alguns minutos exercitando uma boa postura corporal pode fazer a diferença!
Eu tentei fazer um pequeno resumo da apresentação dela no TED, mas quem quiser conhecer melhor a pesquisa recomendo assisti-la na íntegra clicando aqui.
Resumo: O presente artigo incidiu sobre o estudo das Emoções, descrevendo de forma breve, os principais tópicos sobre o tema. A elaboração desse trabalho tem como objetivo, uma breve abordagem sobre algumas teorias das Emoções, a descrição de algumas definições e classificações das emoções, bem como alguma de suas funções.
Palavras-Chave: Emoções, Definições, Classificação, Teorias das emoções.
Introdução
As emoções tem sido um tema de muitas pesquisas ao longo dos últimos anos, e o seu estudo vem se tornando importante devido à necessidade cada vez maior de compreender e controlar as atuais patologias associadas ao aspecto emocional. Por ser um tema presente e marcante na vida humana, esse assunto sofreu um grande avanço nos últimos anos e seu estudo constitui um domínio particularmente interessante nas áreas Sociais e Humanas. A psicologia diz que o ser humano traz ao nascer algumas emoções básicas como o medo, a tristeza, a raiva e a alegria. Todas elas têm uma função importante em nossas vidas, principalmente no que diz respeito à sobrevivência da espécie. O estudo das emoções tem sido um assunto apaixonante e envolvente, apresenta diversas reflexões, que apontam a emoção numa interação relacional humana, ou seja, das emoções como processo adaptativo da pessoa ao ambiente, bem como um processo adaptativo do homem aos contextos dinâmicos sociais. As emoções foram ignoradas por muito tempo até mesmo por filósofos e pesquisadores das ciências em detrimento da razão ou do pensamento lógico. Elas eram consideradas processos menos importantes, primitivos e até mesmo indicadores patológicos.
Objetivo
O presente artigo tem por objetivo uma breve revisão sobre o estudo das Emoções, os tópicos que considero essenciais para uma abordagem introdutória, a fim de fornecer contributos para um referencial teórico, localizando reflexões sobre as temáticas das emoções, bem como uma revisão de conceitos das mesmas e uma sucinta análise das principais teorias da Emoção.
1 Definições De Emoção
Como pode ser entendida a emoção?
Pinto defende:
A emoção é uma experiência subjetiva que envolve a pessoa toda, a mente e o corpo. É uma reação complexa desencadeada por um estímulo ou pensamento e envolve reações orgânicas e sensações pessoais. É uma resposta que envolve diferentes componentes, nomeadamente uma reação observável, uma excitação fisiológica, uma interpretação cognitiva e uma experiência subjetiva (2001).
Por seu lado, Goleman disse:
Quanto a mim, interpreto emoção como referindo-se a um sentimento e aos raciocínios aí derivados, estados psicológicos e biológicos, e o leque de propensões para a ação. Há centenas de emoções, incluindo respectivas combinações, variações, mutações e tonalidades (1997).
Uma definição de emoção, numa simplificação do processo neurobiológico, conforme Damásio diz que consiste numa variação psíquica e física, desencadeada por um estímulo, subjetivamente experimentada e automática e que coloca num estado de resposta ao estímulo, ou seja, as emoções são um meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia e de reagir de forma adaptativa (2000).
1.1 - Emoções e Sentimentos
Verifica-se que muitas vezes, uma confusão conceitual entre sentimentos e emoções, pois são dois processos que se relacionam, no entanto são diferentes entre si, e são usados de certa forma como se fosse o mesmo conceito.
Segundo Damásio, o que distingue essencialmente sentimento de emoção é: enquanto a primeira é orientada para o interior, o segundo é eminentemente exterior; ou seja, o indivíduo experimenta a emoção, da qual surge um “efeito” interno, o sentimento. Os sentimentos são gerados por emoções e sentir emoções significa ter sentimentos. Na relação emoção / sentimento, Damásio diz ainda que apesar de alguns sentimentos estarem relacionados com as emoções, existem muitas que não estão, ou seja, todas as emoções originam sentimentos, se estivermos atentos, mas nem todos os sentimentos provêm de emoções (2000).
2 Classificação Das Emoções
Na classificação das emoções, Antonio Damásio as divide em primárias e secundárias. As primárias são inatas, evolutivas e partilhadas por todos, enquanto as secundárias são sociais e resultam da aprendizagem.
2.1 Emoções Primárias: o medo, a raiva, a tristeza e a alegria.
Para Ballone as emoções primárias são inatas e estão ligadas à vida instintiva, à sobrevivência. Haverá concomitante contração generalizada dos músculos flexores, sendo possível adotar-se uma atitude regressiva fetal, vasoconstricção periférica, palidez da face e esfriamento das extremidades, com brevíssima parada dos movimentos respiratórios e dos batimentos cardíacos (2005).
De acordo com Abreu, as emoções primárias podem ser adaptativas ou desadaptativas. Emoções Primárias Adaptativas são: raiva, tristeza e medo. Tais emoções possuem uma relação com a sobrevivência e ao bem-estar psicológico. São aquelas rápidas quando aparecem e mais velozes ainda quando partem. As Emoções Primárias Desadaptativas, são as emoções das quais as pessoas lamentam tê-las expressado de maneira tão intensa ou equivocada e freqüentemente se arrependem (2005).
2.2 Emoções Secundárias (ciúme, inveja, vergonha)
São estados afetivos de estrutura e conteúdos mais complexos que as primárias. Na realidade as Emoções Secundárias, embora levem o nome de "emoções", já se constituem em Sentimentos Sensoriais.
Abreu afirma que:
As emoções secundárias são aquelas que, ao atingirem a amídala e produzirem uma emoção, sofrem a influência e o possível domínio do córtex cerebral, mudando sua natureza primária. Neste sentido, estas emoções tornam-se respostas ou evitações (intelectualizadas) às emoções primárias (2005).
Diz ainda Abreu:
As emoções secundárias tornam-se então uma categoria de emoções usadas pelo indivíduo para se proteger das primárias que muitas vezes são vergonhosas, ameaçadoras, embaraçosas ou dolorosas por natureza. Por exemplo: uma pessoa pode estar se sentindo deprimida, mas sua depressão pode estar encobrindo um sentimento primário de raiva. Aparecem freqüentemente quando ocorrem as tentativas (fracassadas) de controle ou julgamento das emoções primárias – ou seja, quando se procura evitar ou negar aquilo que se está sentido, acaba-se por sentir-se mais mal ainda. É assim que se tornam desadaptativas, pois levam o indivíduo a se autodesorganizar (2005).
3 Funções das Emoções
Para Damásio a emoção tem duas funções biológicas: A primeira produz uma reação específica para a situação indutora e a segunda função é de Homeostase, regulando o estado interno do organismo, visando essa reação específica. Ou seja, as emoções são a forma que a natureza encontrou para proporcionar aos organismos comportamentos rápidos e eficazes orientados para a sua sobrevivência.
De acordo com Newen, as emoções cumprem funções de grande importância. Podemos citar quatro delas: Prepara-nos e motiva-nos para ações; possibilita avaliarmos os estímulos do ambiente de maneira extremamente rápida, ajuda no controle das relações sociais; são formas de expressão típicas que indicam aos outros as próprias intenções (quando alguém sorri para nós, automaticamente supomos que tem uma postura amigável) (2009).
Segundo Ballone, essas emoções são capazes de mobilizar o Sistema Nervoso Autônomo, órgãos e sistemas. Conclui-se que, as emoções influenciam a saúde não apenas em decorrência da psico-neuro-fisiologia, mas também através de suas propriedades motivacionais, através de condutas saudáveis, tais como os exercícios físicos, a dieta equilibrada, etc (2007).
4 A Neurobiologia das Emoções
As emoções são respostas neurológicas e fisiológicas a estímulos (externos e internos), coordenados pelo próprio pensamento que envolve as estruturas do sistema límbico. Os estudos na área neurológica vêm crescendo e as pesquisas têm confirmado a relação somática com o centro das emoções.
Segundo Vaitsman
A investigação do cérebro humano está ajudando a redefinir a origem das emoções e a contestar duas idéias estabelecidas. Uma dessas idéias diz que a personalidade é inteiramente formada no transcurso das experiências de vida. A outra garante que a origem de todas as nossas emoções está no inconsciente, ou seja, num conjunto de processos psíquicos que atuam sobre o comportamento, sem o controle da consciência (1998).
De acordo com Vaitsman, os alicerces da vida emocional começam no cérebro e se estendem ao sistema imunológico. Pesquisas feitas pelos neurocientistas Antonio Damásio e Joseph LeDoux, indicam que a maioria das emoções - como a raiva e o medo - têm origem bioquímica. As pesquisas de LeDoux sobre o funcionamento cerebral explicam, por exemplo, que alguém seja capaz de detectar o perigo antes mesmo que uma situação de ameaça aconteça. Isso significa que a reação bioquímica é anterior a emoção (1998).
O ser humano possui em seu cérebro uma estrutura chamada de sistema límbico, responsável pelas emoções e sentimentos. O sistema límbico, quando recebe um estimulo, sensitivo (Audição, paladar, visão, olfato), envia essas “informações” para o tálamo e hipotálamo que elabora respostas aos estímulos através do sistema endócrino e do sistema nervoso autônomo. Automaticamente produzem repostas, ativando esses sistemas, e então temos um estado, que são as emoções e sentimentos manifestos. Sistema Límbico é o nome dado às estruturas cerebrais que coordenam o comportamento emocional e os impulsos motivacionais e é formado por diversas estruturas localizadas na base do cérebro.
De acordo com Ballone, os sentimentos e emoções, como amor, alegria, ódio, pavor, ira, paixão e tristeza tem origem no Sistema Límbico. Chama-se circuito de Papez a porção do Sistema Límbico relacionada às emoções e seus estereótipos comportamentais. Na década de 30, o neurofisiologista Papez propôs que componentes do Sistema Límbico mantinham numerosas e complexas conexões entre si. Este Sistema é responsável também pelo aspectos da identidade pessoal e por funções ligadas à memória (2005).
5 Teorias das Emoções
A emoção tem sido objeto de várias teorias formuladas desde a antiguidade, cada teoria é defendida por grupos de cientistas, que possuem grandes variações entre elas. De qualquer forma, conhecer algumas destas teorias é importante para nos ajudar a ter uma idéia geral das emoções. As emoções constituem um aspecto muito complexo do ser humano e são objetos de várias interpretações que se organizam em várias perspectivas.
Algumas formulações tiveram início do século passado, e é interessante observarmos que a maioria delas tinha um caráter fisiológico, e também de forma evidente, nenhuma delas foi capaz de abordar todos os aspectos das emoções.
5.1 Perspectiva Evolutiva Sobre as Emoções
A primeira teoria sobre as emoções surge no Século XIX, em 1872, onde Darwin dedicou-se ao estudo das emoções, tanto no Homem como nos animais, chegando à conclusão de que as emoções ou a sua expressão, era algo inato a ambos. A fim de reforçar a idéia que já tinha de uma origem comum, levantou a questão da utilidade da expressão das emoções para a sobrevivência dos indivíduos. Darwin identificou seis emoções inatas ou universais - alegria, tristeza, surpresa, cólera, desgosto e medo, que serviriam como uma ferramenta para ajudar o indivíduo e a sua comunidade a sobreviverem (através da observação dos sinais emitidos pela expressão das emoções).
Segundo Rudge:
Darwin considera que as expressões de emoções são um universal humano, assim como assinala certas similaridades entre a expressão emocional no homem e em outros mamíferos. Assim, visa indicar que o comportamento expressivo humano é, do mesmo modo que sua anatomia e fisiologia, fruto da evolução (2005).
Rudge diz ainda que:
Segundo Darwin, a expressão de emoções são movimentos e ações expressivos típicos, que se fixaram na espécie ao longo da evolução. Esses movimentos que foram repetidos inúmeras vezes, por serem úteis para obter gratificação ou alívio, tornaram–se tão habituais que se repetem quando a mesma sensação é sentida, mesmo quando sua utilidade não mais existe. Os movimentos pelos quais as emoções se expressam são involuntários, e os mais importantes deles são inatos e herdados. Entretanto, em momentos anteriores da evolução da espécie, eles foram executados muitas vezes voluntariamente e com um objetivo apropriado (2005).
5.2 Perspectiva Fisiológica das Emoções
No final do século XIX surgiu a primeira teoria das emoções, desenvolvida pelo psicólogo americano William James e pelo dinamarquês Carl Lange. Trabalhando de forma independente, os dois pesquisadores postularam que a característica central das emoções, ou seja, de nossa experiência subjetiva particular, está relacionada aos processos fisiológicos (NEWEN, 2009, p.38).
Segundo Newen, na teoria James-Lange, as emoções são o resultado de estados fisiológicos desencadeados por estímulos ou situações ambientais. Eles postulam que não choramos porque estamos tristes, mas ficamos tristes porque choramos. Uma pessoa sente medo porque o seu corpo respondeu com determinadas reações fisiológicas a uma situação. A percepção do estado de nosso próprio corpo: são simplesmente aquilo que experimentamos quando esse estado se altera devido a acontecimentos do meio ambiente (2009).
Resumindo, perante uma situação de emergência, primeiro o homem reage e foge e é por fugir que sente medo. De acordo com William James, o que diferencia as emoções é que cada uma delas esta relacionada a percepção de transformações corporais. Esta teoria é conhecida como teoria de James-Lange, porque essa mesma teoria era defendida por Carl Lange.
James declarava que quando um indivíduo é afetado por um estimulo, sofre alterações fisiológicas perturbadoras, como falta de ar, palpitações, angústia e etc. O reconhecimento desses sintomas é que vai gerar emoção no indivíduo.
A teoria de James-Lange recebeu críticas do fisiologista Walter Cannon, que em 1927 propôs uma teoria alternativa, baseando-se nas investigações de Philip Bard. De acordo a teoria de Cannon-Bard, as emoções têm origem no cérebro, ocorrem ao mesmo tempo que as reações fisiológicas, mas não são causadas por estas. Segundo essa Teoria, os estímulos emocionais têm dois efeitos excitatórios independentes: Provocam o sentimento da emoção no cérebro bem como a expressão da emoção no sistema nervoso autônomo e somático. Tanto a emoção como a reação a um estímulo seriam simultâneos. Assim, numa situação de perigo, o indivíduo perante um estímulo ameaçador sente primeiro medo e depois tem a reação física, foge.
Segundo Ballone:
Os neurofisiologistas Walter Cannon e Philip Bard formularam teorias sobre a importância das estruturas subcorticais na mediação entre as emoções e o resto do organismo. Pesquisando em gatos, eles observaram respostas emocionais integradas mesmo quando o córtex cerebral desses animais era removido, entretanto, não ocorriam respostas quando o Hipotálamo, que é uma estrutura subcortical, era removido (2005).
5.2.1 Comparação das teorias sobre as emoções de Cannon-Bard e James-Lange.
Na teoria Cannon-Bard, o estímulo ameaçador produz em primeiro lugar um sentimento de medo, causando posteriormente no indivíduo, uma reação física (tremores, sudorese, dilatação da pupila e etc). De acordo com a teoria de James-Lange, o homem percebe um estímulo ameaçador e reage com manifestações físicas. O resultado dessa reação física desprazerosa, é o sentimento de medo.
5.3 Perspectiva Cognitivista das Emoções
As teorias cognitivistas afirmam que os processos cognitivos, como as percepções, recordações e aprendizagens, são fundamentais para se perceberem as emoções. Uma situação provoca uma reação fisiológica e procuramos identificar a razão (compreender) dessa excitação fisiológica de modo a nomear a emoção que lhe corresponde.
Myers, diz que:
A maioria dos psicólogos acredita hoje que a nossa cognição constituem um ingrediente essencial da emoção. Um desses teóricos é Stanley Schachter, que propôs uma teoria dos dois fatores, em que as emoções possuem dois ingredientes: excitação física e um rótulo cognitivo. Schachter presumiu que nossa experiência da emoção cresce a partir de nossa consciência da excitação do corpo. Como Cannon e Bard, Schachter também achava que as emoções são fisiologicamente similares. Assim, em sua opinião, uma experiência emocional exige uma interpretação consciente da excitação (1999, 292).
Essa teoria é denominada de Teoria Bifatorial de Schachter-Singer, que resumindo diz que as emoções produzem estados internos de excitação e nós procuramos no mundo exterior uma explicação para isso.
5.4 Perspectiva Culturalista das Emoções
Segundo Pereira, a perspectiva Culturalista diz que as emoções são comportamentos apreendidos no processo de socialização. Cada cultura tem diferentes formas de exprimir as diferentes emoções. As emoções são uma construção social que exige aprendizagem e que, por isso, dependem da cultura em que o indivíduo está inserido. O tipo de emoções que se manifesta em cada situação, a forma como são demonstradas, e o conjunto de regras de cada cultura especifica é própria em cada cultura e para cada uma delas, há uma linguagem da emoção específica que é reconhecida por todos aqueles que nela estão inseridos.
Segundo Casanova et alli, para os partidários da abordagem culturalista, a emoção é um papel social que aprendemos num certo tipo de sociedade, o que supõe que outras pessoas criadas em outros lugares sentirão e expressarão emoções diferentes (2009).
Conclusão
O estudo das emoções é muito importante com relação a nossa sobrevivência enquanto seres Humanos. Se não mantivermos nossas emoções bem estruturadas, nossas chances de sobrevivência ficam bem reduzidas. Somos seres com uma biologia elaborada e de emoções bem refinadas como altruísmo, solidariedade, compaixão. Mas é imprescindível que essas atividades emocionais sejam harmonizadas e equilibradas com o uso da racionalidade e do pensamento analítico e investigativo. Cultivando a tolerância e respeitando as diferenças individuais, a fim de termos um convívio pacífico, teremos todas as chances possíveis para sobreviver em épocas tão difíceis quanto as que nos aguardam no futuro.
Linguagem Corporal: a Importância Dessa Comunicação para o Psicólogo
Autor: Mary Elizabeth Sampaio de Oliveira | Publicado na Edição de: Agosto de 2012
Categoria: Introdução
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Resumo: Compreender e lidar com as emoções é um desafio para todos, a Linguagem Corporal é um dos caminhos pelo qual pode-se atingir o objetivo de aprender a lidar e assim melhorar a capacidade de compreensão entre a sociedade. Aprofundar-se na interpretação da Linguagem Corporal é fundamental para exercer a Psicologia com mais profundidade, a partir desse conhecimento temos acesso a uma quantidade maior de indicadores que nos informam sobre o estado emocional dos interlocutores. O objetivo da pesquisa é mostrar como pode ser útil a observação da Linguagem Corporal para o psicólogo e conceituar essa comunicação.
Palavras-chave: Emoções. Linguagem Corporal. Psicologia.
Alguns autores, como Paul Ekman e Charles Darwin, acreditam que as expressões das emoções são universais, pois através de pesquisas com pessoas de várias localidades do mundo pode-se notar como as expressões são idênticas quando referidas a uma certa emoção. Outro fator que influencia para veracidade de que as expressões são universais, foi a análise de estátuas antigas que demonstravam as mesmas emoções que hoje qualquer pessoa também demonstra.
Quando uma pessoa diz algo, porém através de sua linguagem corporal demonstra o que realmente pensa, ela provavelmente tem suas razões para estar omitindo a verdade, assim como confirma Aguiar (2004); por exemplo, quando a esposa pergunta ao marido se o seu cabelo está bonito após a coloração, mesmo ele não gostando, diz que está bonito para não magoá-la. Se ela fosse uma especialista no assunto com certeza teria captado os sinais da linguagem corporal de seu cônjuge, que estariam entrando em contradição com suas palavras e isso geraria algum tipo de conflito.
É importante salientar que, conforme afirma Ekman (2011, p. 13) Se todas as pessoas conseguissem identificar e interpretar sem nenhum tipo de aprendizado a linguagem corporal, haveria muita desavença, pois todos querem sempre a verdade, porém esta também pode não ser a resposta que a pessoa quer ouvir. Por isso, um profissional no assunto, quando captar algum sinal que não lhe agrada, deve se colocar no lugar do outro e tentar entender o porquê da pessoa ter omitido a verdade.
A tristeza é uma das emoções de mais longa duração. Após um período de angústia, há, em geral, um período de tristeza resignada, em que a pessoa se sente totalmente desamparada. Em seguida, novamente, a angústia, retorna. Segundo o psicólogo Paul Ekman, quando as emoções são suaves ou moderadas, podem durar poucos segundos ou alguns minutos, até outra emoção ser sentida. No entanto, no caso de uma perda intensa, sempre pode haver uma tristeza de fundo ou um estado de ânimo difórico, até que, ao longo do tempo, esse estado começa a desvanecer, à medida que o processo de luto termina.
Se identifica uma tristeza, com a seguinte expressão facial: cantos da boca caído; bochechas levantadas, como se estivesse apertando os olhos, puxado em oposição aos cantos da boca; olhar abaixado; pálpebras superiores pendentes, os cantos internos das sobrancelhas puxados pra cima, no meio da testa
É muito difícil para um psicólogo especializado em linguagem corporal trabalhar com pacientes que mentem o tempo todo, mas, ao mesmo tempo este é um aspecto positivo de se ter essa especialização, pois o profissional saberá quando a linguagem do paciente esta coerente com o que ele diz.
Quando o psicólogo percebe que o paciente não está sendo verdadeiro, ele pode aos poucos ir tentando descobrir a verdade, de uma forma que o paciente consiga falar a verdade sobre suas emoções sem descobrir que na verdade ele foi de forma discreta levado à verdade.
Outro aspecto importante que Cohen (2003) cita é que, o psicólogo, tendo conhecimento do assunto, poderá identificar alguns tipos de personalidade que talvez ele não queira tratar, como por exemplo, os sociopatas, que não apresentam expressão nenhuma, já que estes não possuem sentimentos e são muito perigosos para a sociedade.
Referências:
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Trecho de Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal, de Allan e Barbara Pease
Capítulo I
Para entender o básico
A leitura das atitudes e pensamentos expressos no comportamento das pessoas foi o primeiro sistema de comunicação usado pelo ser humano, muito antes do desenvolvimento da linguagem oral.
Antes da invenção do rádio, a maior parte da comunicação entre as pessoas era escrita e se fazia por meio de livros, cartas e jornais. Isto significa que políticos feios e maus oradores como Abraham Lincoln alcançavam sucesso sendo persistentes e escrevendo bons textos. A era do rádio deu oportunidade a pessoas dotadas de um bom domínio da linguagem oral, como Winston Churchill, que falava maravilhosamente bem, mas não era favorecido visualmente.
Os políticos de hoje em dia compreendem perfeitamente que a política é uma questão de aparência, razão pela qual a maioria deles recorre a consultores de linguagem corporal para ajudálos a criar a imagem de sinceros, honestos e responsáveis, principalmente quando não são.
A maioria das pessoas acredita que a fala é ainda a nossa principal forma de comunicação. Em termos evolucionários, a fala só passou a fazer parte do nosso repertório de comunicação em tempos recentes, usada fundamentalmente para transmitir fatos e dados. Estima-se que ela tenha se desenvolvido há cerca de 2,5 milhões de anos, tempo durante o qual o nosso cérebro triplicou de tamanho. Antes disso, a linguagem corporal e os sons produzidos pela garganta eram as principais formas de transmissão de emoções e sentimentos humanos - e continuam sendo até hoje, embora a excessiva atenção dada às palavras faça com que sejamos profundamente desinformados a respeito da linguagem do corpo e da importância que ela tem em nossas vidas.
A linguagem falada, apesar disso, reconhece a importância da linguagem corporal para a nossa comunicação. Eis aqui algumas expressões que mostram isso:
Arranque essa tristeza do peito. Não fique de queixo caído. Esteja ao alcance da mão. Tire esse peso dos ombros. Dê um passo adiante. Entre de cabeça erguida. Não seja cara-de-pau. Vê se não me enche o saco. Que nariz empinado! Não empurre com a barriga.
No começo…
Os atores do cinema mudo, como Charles Chaplin, foram os pioneiros das técnicas de linguagem corporal, então o único modo de comunicação disponível na tela. A técnica de um ator era considerada boa ou má à medida que ele fosse capaz de usar gestos e sinais corporais para se comunicar com o público. Com a popularização do cinema falado e a conseqüente perda de importância dos aspectos não-verbais da representação, muitos atores do cinema mudo caíram na obscuridade. Só sobreviveram os que eram dotados de talentos verbais e não-verbais.
Albert Mehrabian, pioneiro da pesquisa da linguagem corporal na década de 1950, apurou que em toda comunicação interpessoal cerca de 7% da mensagem é verbal (somente palavras), 38% é vocal (incluindo tom de voz, inflexão e outros sons) e 55% é não-verbal.
A questão era o aspecto que você tinha ao falar e não o que realmente dizia.
O antropólogo Ray Birdwhistel, pioneiro do estudo da comunicação não-verbal, calculou que, em média, o indivíduo emite de 10 a 11 minutos de palavras por dia em sentenças com duração média de apenas 2,5 segundos e estimou também que somos capazes de fazer e reconhecer cerca de 250 mil expressões faciais.
Tal como Mehrabian, Birdswhistel descobriu que o componente verbal responde por menos de 35% das mensagens transmitidas numa conversação frente a frente; mais de 65% da comunicação é feita de maneira não-verbal.
A análise de milhares de entrevistas e negociações de vendas gravadas durante as décadas de 1970 e 1980 nos mostrou que, no mundo dos negócios, a linguagem corporal responde por 60 a 80% das mensagens transmitidas na mesa de negociação e que as pessoas formam de 60 a 80% de sua opinião sobre um recém-chegado antes de completados os primeiros quatro minutos de conversa. Outros estudos mostram que, nas negociações por telefone, as pessoas que têm os argumentos mais fortes geralmente prevalecem, o que não acontece quando se negocia frente a frente, já que quase todo mundo toma suas decisões finais mais pelo que vê do que pelo que ouve.
Por que não se trata do que você diz
Embora não pareça politicamente correto fazer isso, quando somos apresentados a uma pessoa nós rapidamente a julgamos como sendo ou não simpática e adequada como potencial parceira sexual - e não são os olhos dela a primeira coisa que observamos.
A maioria dos pesquisadores hoje concorda que as palavras são usadas primordialmente para transmitir informações, ao passo que a linguagem corporal é usada para negociar atitudes interpessoais e, em alguns casos, como substituta das mensagens verbais. Por exemplo, quando uma mulher manda "aquele olhar" para um homem, está lhe transmitindo uma mensagem muito clara sem precisar abrir a boca.
Como qualquer outra espécie, somos ainda dominados por regras biológicas que controlam nossas ações, reações, linguagem corporal e gestos. O fascinante em tudo isso é que o animal humano raramente tem consciência de que suas posturas, movimentos e gestos podem contar uma história enquanto sua voz está contando outra.
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