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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Publicada em 22/05/2016 às 09h00. Atualizada em 22/05/2016 às 09h00 5 dicas de linguagem corporal para se dar bem em uma negociação Durante uma negociação, existem diversos cuidados que precisam ser tomados Redação Catho publicidade Redação Catho Todo trabalhador ou candidato à vagas de emprego já passou ou passará por negociações em sua trajetória profissional, seja para combinar um salário, prazos e demandas, ou outros tipos de acordo. Durante uma negociação, existem diversos cuidados que precisam ser tomados. Eles podem ser divididos entre os verbais e não verbais, entre os não verbais a linguagem corporal é um dos itens que mais podem contribuir positivamente. Sendo assim, a chave do sucesso de uma negociação pode estar no que não se fala, mas sim em como utilizar a linguagem corporal para influenciar pessoas e ainda respaldar o discurso, trazendo mais veracidade para o conteúdo apresentado. Confira, na sequência, as dicas que a psicóloga e supervisora de assessoria de carreira da Catho, Larissa Meiglin, elaborou e tenha mais efetividade em uma negociação, além de lhe auxiliar na interpretação da linguagem corporal de outras pessoas. 1. Aperto de mão firme Um aperto de mão fraco pode demonstrar insegurança e causar uma impressão negativa. Dessa forma, o ideal é se empenhar para realizar o cumprimento de forma firme e segura, porém amigável. Esse simples ato é algo que está gravado no subconsciente da maioria das pessoas, pois ele remete a tempos antigos, onde o aperto de mão significava que você não estava armado, logo, não era uma ameaça. Assim, um aperto de mão bem feito pode fazer qualquer negociação começar bem. 2. Olhos nos olhos Quando não temos muita confiança no que estamos dizendo ou nos sentimos constrangidos, é comum desviar o olhar. É uma maneira rápida que o nosso cérebro encontra para fugir dessa situação de confronto ou desconforto. Porém, ela é percebida rapidamente e, mesmo inconscientemente, passa uma imagem negativa de despreparo ou inferioridade. Então, se você quer passar uma imagem confiante, exercite fixar o olhar nos olhos da outra pessoa. Nem sempre é fácil, pelo menos no começo, mas com a prática, será algo que será feito sem esforço. Se precisar olhar para outro lugar, tudo bem fazer isso de vez em quando, mas seja breve, se policie para não parecer que está divagando. 3. Respeito ao espaço pessoal de cada um Para que cada pessoa se sinta confortável, existe um espaço pessoal que deve ser respeito, pois se invadido, é possível que a sensação seja exatamente essa, a de uma invasão de privacidade, causando um sentimento ruim de que barreiras importantes foram rompidas, o que não é nada interessante para uma negociação. A dimensão de espaço pessoal varia de pessoa para pessoa e até mesmo de uma cultura para outra, mas, por via das dúvidas, é melhor não se aproximar demais. Após o cumprimento inicial, seja ele um aperto de mão (firme, mas amigável, como dito anteriormente) ou até mesmo um beijo no rosto, caso o relacionamento comporte, é recomendável dar uns dois pequenos passos para trás. Essa mesma recomendação vale para pessoas que têm o hábito de conversar e constantemente pegar na outra pessoa. Se você possui esse costume, em uma negociação, se policie para que isso não aconteça, pois, contatos físicos indesejados podem por toda a negociação a perder. 4. Sinais com a cabeça Além de olhar nos olhos, a sua cabeça também pode ser uma forte aliada em uma situação de negociação. Existem alguns movimentos que passam sensações positivas ao outro. Por exemplo, balançar a cabeça indicando que você concorda com o que está sendo dito pode ser muito estratégico, pois passa para a outra pessoa a impressão de que você aceita e valida o que está sendo dito. Essa sensação de validação é muito positiva, traz a pessoa para o seu lado. Inclinar sutilmente a cabeça para um dos lados também pode ser uma boa pedida, pois a movimentação indica que você está atento ao que está sendo dito, que está interessado. Só tome cuidado para que os movimentos não sejam bruscos, eles têm que ser sutis e calculados, para passar a impressão de espontaneidade e não de impaciência. 5. Use a técnica do ‘Espelho’ Caso a pessoa com quem se está negociando utilize com certa frequência um determinado jeito de falar ou use expressões faciais específicas, escolha uma delas e experimente espelhá-las. Essa dinâmica deve também ser muito sutil, para que não se parece em nada com um mímico, mas apenas para que o outro perceba em você algo que lhe parece familiar e se concretizar em uma sensação de afinidade, podendo ser esse um canal que permita uma receptividade ainda maior em relação a você e a proposta apresentada.
3 truques de linguagem corporal que farão você parecer mais simpático Alguma vez você já teve uma boa ou má impressão de alguém sem nem sequer trocar uma única palavra? Você é do tipo de pessoa que não entende por que os outros têm preconceitos contra você? Gostaria de ser uma daquelas pessoas que são bem recebidas desde o primeiro momento, daquelas que causam uma boa impressão e que os outros tratam como se as conhecessem a vida toda? A resposta está na sua linguagem corporal. Seu corpo envia sinais durante todo o tempo. Não é apenas a sua voz que fala por você. Você diz algo até mesmo quando está calado. Se o que você quer é causar uma primeira impressão melhor e parecer mais simpático, ser engraçado ou tentar estar presente em todas as conversas, saiba que as palavras não são a única coisa que vai determinar a impressão que as pessoas têm de você. Aliás, pode ser que isso nem sirva para nada. Se você deseja causar uma melhor impressão nos outros, pode fazer isso sem abrir a boca. A forma de mover os olhos, a maneira de se sentar ou de mover suas mãos e outros vários gestos, aparentemente insignificantes, podem ajudá-lo a criar uma boa impressão. Preste atenção na sua atitude, expresse-a com seu corpo A mente humana é crítica em relação ao que vê, e graças a isso evoluímos como espécie. Em uma fração de segundos, nossa mente é capaz de identificar se uma pessoa é uma ameaça ou se é útil para a nossa sobrevivência. É tudo questão de instinto. Neste sentido, nossa linguagem corporal é o que nos trai. Ao tomar uma atitude sobre essa linguagem corporal, podemos “enganar” o instinto dos outros para que seja mais fácil estabelecer relações. Amigos conversando com linguagem corporal Só que, além da manipulação da percepção do outro, agir sobre a nossa linguagem corporal nos permite estar mais seguros de nós mesmos e nos expressarmos da forma que desejamos. Não prestar atenção na nossa linguagem corporal pode enviar uma mensagem contraditória à que realmente queremos expressar. Por isso é necessário prestar atenção na atitude. Se você coloca uma barreira com a sua postura ou com a sua forma de estar, não está dando aos outros a oportunidade de conhecê-lo. Se você agir como um bobo, pensarão que você é bobo. Se se fizer de esperto, pensarão que você é um pedante. Se for metido, as pessoas provavelmente o verão como um idiota. Por isso, se quer parecer simpático, aja como tal e preste atenção na sua atitude. Mas que tipo de atitude tem uma pessoa simpática? Além de evitar as atitudes bastante conhecidas, como qualquer um dos exemplos anteriores, o segredo para ter uma atitude simpática é se preocupar com o outro, ver o que você pode fazer para ajudar os outros, mas sem insistir nem abusar. Trata-se de se mostrar disposto e útil, mas sem exagerar. Preste atenção na sua postura e melhore a sua linguagem corporal A postura, como parte da nossa linguagem corporal, influencia o segundo julgamento imediato que as pessoas fazem dos outros. Entre outras coisas, vemos na postura do outro o que ele pensa sobre si mesmo, permitindo que tenhamos uma ideia sobre que tipo de pessoa ela é. Para encontrar uma postura positiva, você deve estar ereto e relaxado. Seu corpo é submetido a duas forças, uma que te ancora ao chão e te enraíza com a terra, e outra que te eleva, que te faz olhar para frente e seguir em frente. Seus ombros devem estar ligeiramente para trás, para permitir que seu torso se expanda em cada respiração, que deve ser pausada. Para melhorar a aparência e a postura, procure manter as pernas ligeiramente afastadas e as costas retas, sem rigidez. Isso que parece ter saído de uma sessão de ioga é o que diferencia uma pessoa com uma atitude arrogante ou prepotente de outra que se comunica com o seu ambiente, o que diferencia uma pessoa derrotada e pessimista de uma com vontade de viver e desfrutar da vida. Além disso, você deve mostrar uma postura aberta quando fala com outra pessoa, sem cobrir o peito com os braços, parecer recolhido sobre si mesmo ou chegando para trás, se afastando da pessoa com quem está falando. Isso mostra confiança e conforto. Além disso, você deve evitar se apoiar sobre objetos ou brincar com algo em suas mãos, já que isso mostra passividade e insegurança. Amigos conversando sentados com linguagem corporalSorria e cumprimente Não importa como você se sente, se conhece ou não as pessoas que estão em um lugar ou que chegam onde você está. Se quiser parecer simpático, sorria sempre e cumprimente. Não importa se a outra pessoa não é capaz de sorrir de volta ou se ficar muda, e também não importa quantas vezes já a tenha visto essa semana ou esse dia. Sorrir e cumprimentar deve ser um hábito. Faça isso sempre. Não é preciso cumprimentar com gritos ou tentar chamar a atenção da outra pessoa ou de um grupo. Simplesmente sorria e acene, estabelecendo contato visual de forma individual e cumprimentando com um leve gesto com a cabeça, mesmo que não conheça a pessoa. Para quem conhece, aproxime-se devagar, mesmo que não conheça assim tão bem. Isso demonstra confiança e mostra uma atitude aberta que não passará despercebida pelos outros. Um velho truque que funciona muito bem quando você não conhece ninguém ou quer parecer uma pessoa sociável e simpática é cumprimentar seus amigos imaginários de forma natural e sem trejeitos. As outras pessoas não têm uma visão de 360 graus capaz de controlar tudo o que ocorre ao seu redor. Mas todo mundo gosta de se relacionar com pessoas populares. Além disso, o sorriso deveria ser parte da sua expressão facial como um padrão. Não é questão de forçar a boca, mas de interiorizar o sentimento de felicidade, de agir como se realmente estivesse vendo ou vivendo algo que você gosta. Isso fará com que o seu
7 truques de linguagem corporal que vão fazer qualquer um gostar de você 7 truques de linguagem corporal que vão fazer qualquer um gostar de você Aprenda a chamar e reter a atenção de alguém sem dizer uma única palavra 50 0 0 18 de maio de 2016 - 17:45 Equipe Sempre Família Não há dúvida de que a linguagem corporal é importante. Segundo Lell Lowndes, em seu livro How To Talk To Anyone, você pode chamar e reter a atenção de alguém sem dizer uma palavra. A revista Time selecionou as melhores técnicas de linguagem corporal que a autora expõe em seu livro e as compartilhamos abaixo. O sorriso transbordante “Não dirija um sorriso imediato quando você cumprimenta alguém”, diz Lowndes. Se você faz isso, vai parecer que qualquer um que entre no seu campo de visão vai receber o mesmo sorriso. Em vez disso, pare, olhe o rosto da pessoa por um segundo e então dê “um grande, caloroso e sensível sorriso que inunda o seu rosto e transborda pelos seus olhos”. Mesmo que o delay seja menor que um segundo, convencerá o interlocutor de que o seu sorriso é sincero e personalizado. Segundo Lowndes, um sorriso demorado pode dar mais riqueza e profundidade à maneira como as pessoas percebem você. Olhos pegajosos “Finja que os seus olhos estão colados no seu interlocutor como caramelo quente e grudento”, aconselha Lowndes. Mesmo depois que ele terminar de falar, não corte o contato visual. “Quando você precisar olhar para outro lado, faça isso de maneira tão lenta, relutante, como se você esticasse o caramelo grudento até que aquele fiozinho finalmente se rompe”. Você também pode contar quantas vezes o seu interlocutor pisca. Em um estudo de caso, as pessoas pesquisadas reportaram sentimentos de respeito e afeição significativamente mais altos em relação aos seus colegas que usaram essa técnica. Olhos atentos Em um grupo de pessoas, você deve ocasionalmente olhar a pessoa na qual está interessado, não importa quem esteja falando. Se a sua atenção se dirige àquela pessoa mesmo quando ela está apenas escutando, você mostra que está extremamente interessado em suas reações. Mas esteja atento – exagerar nisso pode pressionar um pouco a pessoa e fazer com que ela se sinta desconfortável. Você deve olhar primariamente quem está falando, mas permitir que o seu olhar salte para o seu alvo quando quem fala termina algum ponto interessante. Volte-se para o bebê As pessoas são muito conscientes que como você reage a elas. Quando você conhece alguém, volte o seu corpo totalmente para ela e lhe dê a mesma exclusiva atenção que você daria a um bebê. Lowndes diz que “voltar-se 100% em direção à nova pessoa diz em alto e bom som: ‘Eu acho que você é muito, muito especial’”. Controle a sua inquietação Se você quer parecer confiável, tente não se mexer muito quando a sua conversa realmente importa. “Não se debata, não se contorça, não se coce, não se agite”, recomenda Lowndes. Movimentos frequentes com a mão próximos ao seu rosto pode dar ao interlocutor a sensação de que você está mentindo ou está ansioso. Simplesmente fixe o olhar em quem o está ouvindo e mostre a ele que você está totalmente concentrado no tema em questão. Segure pelos dentes Esse truque de visualização o ajudará a parecer mais confiante em sua postura – que Lowndes descreve como o “seu maior medidor de sucesso”. Para fazer isso, visualize um pedaço de couro pendurado em cada porta que você atravessar. Imagine que você está dando uma mordida nesse couro e o segurando entre os dentes. Mantenha em seu rosto esse sorriso que surgiu. “Quando você segura algo com os dentes”, diz a autora, “cada músculo está posicionado na postura perfeita”. Sua cabeça está altiva, os ombros para trás, os pés leves, o peito para fora. Esse truque também funciona devido à frequência em que atravessamos portas. Se você visualizar algo com frequência o bastante, se tornará um hábito. “Uma boa postura habitual é a primeira marca de um grande vencedor”. Olá, velho amigo Quando você encontrar alguém pela primeira vez, imagine que vocês são velhos amigos. De acordo com Lowndes, isso causará várias reações subconscientes em seu corpo, desde sobrancelhas relaxadas até a posição dos dedos do pé. Um benefício adicional é que quando você age como se gostasse de alguém, você realmente começa a gostar da pessoa. Lowndes diz: “Em suma, o amor gera amor, a afeição gera afeição, o respeito gera respeito”.
PRÁTICAS EDUCATIVAS E SEMINÁRIO TEMÁTICO II- LINGUAGEM CORPORAL: As manifestações corporais no espaço escolar. ​ PRÁTICAS EDUCATIVAS E SEMINÁRIO TEMÁTICO II- LINGUAGEM CORPORAL: As manifestações corporais no espaço escolar. CARLA FONSECA DE ANDRADE RODRIGUES[1] EDERVAL PEREIRA DE SOUZA[2] GILCIMAR PINTO DE FREITAS[3] JOELMA GOMES DE OLIVEIRA ARAÚJO[4] JOSIANE DO PILAR SANTOS DE SOUZA[5] MARIA APARECIDA DO CARMO PEREIRA[6] SIMONI CARRIJO[7] A melhor maneira de tornar as crianças boas é torná-las felizes. (Oscar Wilde) INTRODUÇÃO Os educadores têm consciência de que é através do corpo que a criança se expressa e este movimento corporal dentro da escola, fica restrito a momentos específicos como as aulas de educação física e ao horário do intervalo ou recreio. Nas demais atividades em sala de aula, normalmente a criança é direcionada a permanecer devidamente sentada em sua carteira, em silêncio e de preferência olhando para frente. Segundo Strazzacapa (2001), professores e diretores ainda hoje lançam mão da imobilidade física como punição e da liberdade de se movimentar como prêmio. Esta negação do movimento relega a criança apenas contemplação, sem se envolver, sem tomar parte efetivamente dos acontecimentos ao seu redor e do mundo que a cerca. Como propósito de trabalho, objetiva-se mapear a ocorrência das manifestações e linguagens corporais na realidade do espaço da escola pública municipal de educação infantil, buscando investigar como o movimento corporal é tratado na escola e identificar a contribuição do movimento na formação da criança, assim compreendendo a importância da concepção de movimento corporal da equipe gestora - coordenação e direção. No entanto o movimento corporal para a criança vai além de uma simples manifestação de partes do corpo, significando muito mais do que a locomoção de um espaço para outro e assim, criam-se possibilidades da criança se expressar e se comunicar por meio dos gestos, interagindo e utilizando fortemente o apoio do corpo, demonstrando suas emoções, proporcionando uma comunicação com o mundo a sua volta. Dessa forma, cabe ao educador interpretar os significados dos movimentos e expressões utilizados pelos alunos, amparando-os em suas necessidades, de maneira a contribuir para que assim o processo de desenvolvimento da criança aconteça de maneira satisfatória. Sendo assim pretende-se através deste observar duas turmas da escola de Educação Infantil, para que assim possamos compreender como se dão as manifestações corporais das crianças e como essas são interpretadas tanto pelos professores regentes das turmas quanto pela equipe gestora. "A observação cuidadosa sobre cada criança e sobre o grupo fornece elementos que podem auxiliar na construção de uma prática que considere o corpo e o movimento da criança." (BRASIL, p.39, 1998). Como meio norteador para o entendimento de como se dão as manifestações corporais, utilizamos como principais teóricos, Lopes (2012), Gil (1999), Chagas (2013) e RCNEI - Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998) para que assim possa obter uma compreensão de como é utilizado às capacidades do desenvolvimento das habilidades da criança. O professor deve a todo o momento estar atento as atividades motoras das crianças, pois é nesse momento que o mesmo poderá identificar os mais variados significados das manifestações corporais, oportunizando assim condições de se expressarem desenvolvendo as diversas habilidades que a criança possui. Para que a criança possa interagir com o mundo é necessário haver movimento e experimentação, sendo assim, a motricidade garante suporte para o conhecimento do mundo que a rodeia. São nas escolas que se criam as primeiras possibilidades de a criança adquirir coordenações motoras facilitando a interação com o outro e consigo mesmo ganhando autonomia ampliando seu conhecimento, do outro e do eu. "A imagem do corpo é, pois, uma reconstrução constante do que o indivíduo percebe de si e das determinações inconscientes que ele traz de seu diálogo com o mundo." (FREITAS, 1999, p. 30). Em um mundo onde se predomina a tecnologia e que seu uso enaltece a cognição em detrimento ao movimento, onde ao toque de um botão a pessoa pode contemplar o mundo, tendo diversão sem sair de casa, torna-se ainda mais relevante o papel da escola em proporcionar o desenvolvimento dos alunos com relação à motricidade para que os mesmos realizem movimentos, pois, "a escola deve ser compreendida como espaço primordial para socialização" (MATO GROSSO, 2012, p.81). Dessa forma aumentam-se as possibilidades de interações, incentivando a atividade corporal, favorecendo o envolvimento físico, beneficiando a participação espontânea em tarefas que exigem a capacidade cognitivo-motor. "Todo conhecimento – inclusive de si mesmo – passa pelo corpo. É o corpo que está envolvido no processo de compreender, de recordar, de se individuar". (FREITAS, 1999, p. 74). Diante da necessidade de compreender a presença das manifestações corporais no âmbito escolar, apresentou-se a ideia de mapear as ocorrências da linguagem corporal no espaço da Educação Infantil e como a mesma é tratada. O fato de algumas escolas se preocuparem mais com os aspectos cognitivos da criança, deixando de trabalhar atividades que desenvolvem os aspectos motores, despertando-nos o interesse pelo desenvolvimento desse trabalho. O aprender está relacionado à cognição em detrimento do movimento corpóreo, como se fosse possível separá-los, tornando-se necessário compreender o homem como um todo, mente e corpo, salientando que no espaço escolar necessita haver estímulos para que tenha percepção de si mesma e construa sua imagem subjetiva, passando a ser um lugar onde ha convivência igualitária entre cognição e motricidade. Para Wallon o desenvolvimento da inteligência vai do ato motor ao ato mental, por meio de processos de internalização ativa da criança, que é concebida como um ser inicialmente fisiológico que com as interferências do social e da cultura passará a ter seu desenvolvimento biológico e psíquico intimamente ligado à interação com o meio. (LEPRE, 2008, p. 316, apud, LOPES, 2012, p. 24). Através do movimento, a criança é condicionada a buscar novas oportunidades que contribuirá para seu desenvolvimento cognitivo e motor, sendo as atividades motoras de suma importância para a interação da criança com o meio social na qual a mesma está inserida. Com o intuito de levantar os questionamentos necessários para a realização da pesquisa, de forma que venha a contribuir para o desenvolvimento da criança utilizou-se os seguintes questionários: O movimento corporal na escola está sendo desenvolvido? É compreendido e praticado? Quais manifestações corporais ocorrem na realidade de uma escola pública municipal, de Educação Infantil, na visão da equipe gestora? A investigação do movimento corporal no espaço escolar citado acima será de suma importância para a compreensão e contextualização das manifestações e ocorrências corporais na referida realidade, evidenciando assim os acontecimentos dessas no âmbito escolar de forma a buscar novas oportunidades de ensino através dos dados coletados. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: AS MANIFESTAÇÕES CORPORAIS NA ESCOLA As manifestações corporais são práticas de ensino voltadas aos movimentos consideradas uma maneira de ensinar através da ludicidade, sendo assim, essa hoje é um assunto que tem conquistado o espaço da educação nacional principalmente no que se refere à educação infantil por ser um método de ensinar brincando. Sendo assim, é uma ferramenta de trabalho pedagógico que proporciona a facilitação no ensinar e na aquisição de conhecimento oportunizando a aprendizagem do indivíduo e sua compreensão de mundo. As manifestações corporais se dão por meio de jogos, brincadeiras, danças, mímicas entre outros, são meios que fazem parte da vida de qualquer indivíduo, pois o movimento está presente na vida do ser antes mesmo dele nascer. O brincar faz parte também da cultura de uma sociedade e assim, através desse método de ensino a criança vive num mundo de descobertas, de encantamento, de fantasia e de imaginação, pois viaja pelos sonhos e adquire a descoberta de algo novo surgindo à possibilidade de aprender, criar e compreender o que está a sua volta. A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento. (SANTOS, 1997, p.12). Na linguagem corporal busca-se compreender a criança para além dos aspectos intelectuais e as suas necessidades, descobrindo avanços maiores que visam contribuir para nossa compreensão acerca do desenvolvimento humano, numa perspectiva de levar a criança a entender que no âmbito escolar todo o contexto deve ser atingido e não focar em aspectos únicos, que levem a criança ao alienamento de algumas práticas. Corpo e mente deve ser entendidos como componentes que integram um único organismo. Ambos devem ter assento na escola, não um (a mente) para aprender e o outro (o corpo) para transportar, mas ambos para se emancipar. (FREIRE, 1989, p. 14, apud, LOPES, 2012, p.35). Gallahue (2003) nos apresenta como contribuição de seus estudos o modelo teórico de desenvolvimento motor humano que facilita a compreensão do mesmo, desde a fase intrauterina até o nascimento e consequentemente a velhice. Os movimentos servem então para que se avalie a progressão sequencial de habilidades motoras ao longo da vida. Ou seja, através do movimento observável pode se perceber qual a fase corresponde o desenvolvimento. (LOPES, 2012, p.40). Segundo Lopes (2012), o corpo juntamente com a Educação Física sempre foram utilizados para compreender os momentos da história da humanidade. Vários são os autores que mencionaram sobre essa realidade atribuindo a importância da Educação Física como área de conhecimento que passou por diversas mudanças até chegar a tal concepção e valorização nos dias atuais. Assim sendo, é de suma importância compreender as várias teorias no decorrer da história da educação física, para a prática das manifestações corporais. Dessa maneira é possível perceber o quanto as manifestações corporais são imprescindíveis para toda essa compreensão na busca de realizar um trabalho ao mesmo tempo em que contextualizado, também associando a teoria e a prática, com o intuito de atingir o aluno em sua totalidade. A educação pelo movimento, utilização e contribuição da ação, do movimento para desenvolver, facilitar e reforçar a aprendizagem escolar, se bem integre a Educação Física, é um principio universal reconhecido por médicos, psicólogos, educadores e especialistas. (HURTADO, 1987, p.18, apud, LOPES, 2012, p.29). A linguagem corporal difere das demais por ir muito além de conhecimentos teóricos e buscar integrar a teoria juntamente com a prática criando assim possibilidades de interação que possam vir a contribuir para todo o processo de desenvolvimento psicomotor. "Uma pessoa é mais do que um conjunto de partes isoladas. O desenvolvimento é um processo unificado". (PAPALIA, 2006, apud LOPES, 2012, p.36). Assim torna-se imprescindível a compreensão das manifestações corporais propiciando a criança conhecimentos que assegurem o desenvolvimento acerca dos movimentos e o uso destes, para que possam utilizá-los com maior precisão, usufruindo das habilidades que os movimentos corporais propiciam. A atividade motora é de suma importância no desenvolvimento global da criança. Através da exploração motriz, ela desenvolve a consciência de si mesma e do mundo exterior. As habilidades motrizes são auxiliares na conquista de sua independência. (ROSA NETO, 2002, p.12, apud LOPES, 2012, p.29). Sendo assim, para a criança aumentar o conhecimento na qual estejam relacionados com as diversas manifestações corporais torna-se necessário que toda a equipe gestora juntamente com a comunidade escolar compreenda as fases em que as crianças estão inseridas a fim de saberem lidar com as diversas situações existentes ao longo do processo de desenvolvimento. Assim todos os profissionais que lidam diretamente com a criança podem contribuir positivamente para o desenvolvimento da criança nos diversos aspectos. De acordo com Chagas (2010), a linguagem corporal reflete o estado emocional em que a pessoa se encontra dessa forma cada gesto exibido, transmite fontes de informações preciosas sobre o estado emocional da pessoa. A escola não é um espaço que é voltado somente para as funções cognitivas, pois ha uma preocupação social e pessoal com o educando, ou seja, volta-se para as questões afetivas e emocionais da criança, buscando compreendê-las em todas as suas manifestações. Os movimentos corporais são de suma importância para a compreensão dos limites e possibilidades do próprio corpo, pois é através das manifestações corporais que a criança estabelece os primeiros contatos como o mundo. Dessa forma cabe ao professor propiciar momentos que envolvam a interação entre as crianças ao mesmo tempo em que a mesma possa adquirir conhecimentos práticos através de atividades que envolvam a ludicidade e os movimentos corporais, permitindo assim, sua comunicação com o mundo, portanto, o educador tem o dever estar atento às atividades que desenvolve em seu cotidiano, pois, são em momentos como este que não se pode esquecer o foco principal da Educação Infantil que é a socialização. O professor pode explorar as capacidades físicas e intelectuais, assim como as valências motoras das crianças, através de brincadeiras que façam parte das culturas lúdicas e desportivas nas quais a escola está inserida e que oportunizem às crianças brincar com as outras, interagindo e construindo estratégias coletivas para atingir objetivos comuns, como já é possível fazer nesse estágio de desenvolvimento humano. (BRASÍLIA, 2005, p.14). Cabe ao professor ter consciência do quanto momentos que envolvem as manifestações corporais são importantes para a criança e quanto elas gostam de realizar atividades desse cunho. Moreira e Pereira, (2011), relata que o professor deve propiciar situações de aprendizagens para que as crianças possam vivencia-las, tornando essas manifestações como estímulo para o contexto social na qual serão realizadas. Portanto o professor deve desenvolver brincadeiras que proporcione o desenvolvimento da criança num todo, permitindo que as mesmas enriqueçam seu conhecimento através das manifestações apresentadas pelo corpo. Para a criança, a brincadeira tem importância em si mesma e, por isso, deve ser valorizada. A nós, educadores, cabe ter conhecimento das inúmeras possibilidades que cada momento propicia e aproveitá-las o máximo possível, fazendo com que todas as atividades sejam pedagógicas e enriquecedoras e percebendo no brinquedo, no jogo, no movimento e nas atividades corporais momentos de aprendizagem tão importantes como aqueles em que o corpo está guardado e apenas o intelecto está trabalhando. (BRASÍLIA, 2005, p.15). É necessário que o professor propicie oportunidades como propostas de enriquecer o conteúdo do educando na busca de atingir o desenvolvimento e a aprendizagem com qualidade, assim o mesmo deve criar formas diversificadas de envolvimentos que permitam aos educandos criarem suas próprias formas de manifestações corporais. Mas para que isso possa acontecer o professor precisa ter domínio do conteúdo referente às linguagens corporais, para que as informações cheguem aos educandos de forma bem explicita e compreensível. No interior da escola, o brincar se faz necessário para o aprendizado. Seria algo assim como aprender brincando. E quanto ao aprender brincando, considero-o não uma ferramenta de uso para o puro aprender, mas uma proposição de um caminhar numa via de mão dupla que mostrasse que o aprender não precisa ser feito só de não alegrias, mas de alegrias de fato. O uso do brinquedo e da brincadeira se faz necessário para propiciar esta condição de ludicidade e para aproximar a cultura adulta do ser criança, diminuindo a distância entre ambos. (LOPES, 2012, p.71). A realização de atividades que envolvem as manifestações corporais podem ser prazerosas e ao mesmo tempo educativas, pois, transmitem uma sensação de liberdade e ludicidade por não ter que estar sentado com cadernos e canetas nas mãos, diante de atividades que envolvam somente o aspecto cognitivo. As diferentes atividades corporais devem ser trabalhadas e baseadas e um conhecimento concreto por parte do educador, para que as mesmas sejam contextualizadas de acordo com o conhecimento e realidade cultural em que estes se encontram na busca de tornar as atividades sempre mais atrativas e objetivas, no intuito de atingir formas complexas de conhecimento. "Nesse contexto, percebe-se que a brincadeira, na condição de objeto da criança que brinca, é mais que um instrumento ingênuo como se poderia pensar, é a própria ferramenta da qual o individuo se utiliza para sua aprendizagem." (LOPES, 2012, 72). Fica evidente então que o papel do educador é fundamental para que ocorra aquisição de conhecimento, proporcionando um ambiente apropriado para a realização das atividades e assim possibilitar a interação e socialização entre os envolvidos nesse processo. As manifestações corporais não devem estar presentes somente fora da sala de aula em espaços amplos, mas também na sala aonde tudo depende da criatividade do professor que orienta e acompanha o desenvolvimento destes, para que explorem de maneira criativa as diversas possibilidades que essas atividades proporcionam. A dimensão subjetiva do movimento deve ser contemplada e acolhida em todas as situações do dia a dia na educação infantil, possibilitando que as crianças utilizem gestos, posturas e ritmos param se expressar e se comunicar. Além disso, é possível criar, intencionalmente, oportunidades para que as crianças se apropriem dos significados expressivos do movimento. A dimensão expressiva do movimento engloba tanto as expressões e comunicação de ideias, sensações e sentimentos pessoais como as manifestações corporais que estão relacionadas com a cultura (BRASIL, 1998, p.30). Situações que proporcionam ampliar as realizações de manifestações corporais devem ser propiciadas no decorrer das atividades em sala de aula e devem fazer parte do planejamento do professor com o intuito de trazer esse hábito para a realidade do aluno, de forma que possam sentir essa dimensão expressiva em seus atos e relacionamentos diários. As atividades motoras exercem papel fundamental para o desenvolvimento psicomotor, além de ser uma forma de diversificar a prática pedagógica sem perder a essência, de forma que oportunize o aluno a desenvolver suas potencialidades em busca de uma educação do corpo e mente de forma simultânea. De forma geral, podemos afirmar que as atividades motoras fazem parte do cotidiano das crianças em qualquer estabelecimento que se dedique à tarefa educacional de crianças em idade pré-escolar. O movimento, o brinquedo, os jogos tradicionais da cultura popular preenchem de alguma forma determinadas lacunas na rotina das solas de aula. Em algumas escolas podemos encontrar as músicas coreografadas no inicio dos trabalhos, o momento do parque livre ou dirigido, os cantinhos com jogos ou materiais lúdicos etc. (DIAS & NICOLAU (orgs.), 2003, p.176). Cabe ao educador a função de transmitir ao aluno a noção de que as atividades que envolvem as manifestações corporais devem ser realizadas, evidenciando assim que através desta prática estará ao mesmo tempo auxiliando no processo de desenvolvimento psicomotor e nas mais diversas formas de conhecimento. O fato é que independentemente do local em que se realizem as atividades que envolvem as manifestações corporais, o mais importante de tudo é o planejamento e fundamentação no assunto por parte do professor, pois, toda atividade a ser realizada deve ter um objetivo, só assim tem sentido e consegue-se identificar os pontos que devem ser analisados com mais precisão. Deve-se ressaltar que o educador precisa estar atento e considerar qualquer movimento representado pelo indivíduo, principalmente quando se refere à criança na educação infantil, contudo essas manifestações por meio do corpo podem estar simbolizando algo que a criança quer transmitir e não conhece ou não consegue repassar de outra forma, pois por meio dos movimentos a criança emite emoções, sentimentos, entre outros. Portanto o ensino por meio dos movimentos é uma proposta de fundamental importância para o desenvolvimento do indivíduo e seu convívio social. METODOLOGIA DA PESQUISA A pesquisa é descritiva, pois, visa descrever as características de um determinado público. Segundo Andrade (2007) a pesquisa descritiva tem como objetivo descrever as características de uma determinada população e preocupa-se em apresentar os fatos, registrá-los, analisá-los e interpretá-los e o pesquisador não interfere neles. Uma das características da pesquisa descritiva é a técnica padronizada da coleta de dados, realizada principalmente através de questionários e da observação sistemática. Assim objetiva-se mapear as ocorrências da linguagem corporal no espaço da Educação Infantil e como a mesma é tratada na busca de adquirir novos conhecimentos para compreender a realidade encontrada no espaço observado. No ato da pesquisa foram observados como as manifestações corporais das crianças ocorreram no âmbito escolar. Diante disso os procedimentos metodológicos necessários à realização dessa pesquisa partiram do método da abordagem qualitativa, onde há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito. De acordo com os procedimentos metodológicos utilizados no levantamento bibliográfico, segundo Gil (1999, p.43), "esse tipo de pesquisa é desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos", pois busca conhecer e analisar as contribuições científicas sobre um determinado assunto. Na perspectiva da pesquisa participante por amostragem, os dados foram coletados através de: observações, questionários diretos distribuídos a vários seguimentos bem como: Uma diretora, (ANEXO A) e as duas professoras que atuam com as turmas de 04 anos observadas no qual o questionário se encontra no ANEXO B. Devido à faixa etária em que as crianças observadas se encontram ocorreu apenas uma conversa informal com 05 crianças, pois, as mesmas não sabem escrever e não apresentam respostas com clarezas aos questionamentos. A pesquisa constituiu-se por levantamentos de dados com intuito de analisar os seguintes tópicos: Como ocorrem as manifestações corporais – pátio escolar, sala de aula e locais específicos para cada atividade a ser desenvolvida; Os educadores e gestores reconhecem a importância das manifestações corporais no desenvolvimento psicomotor das crianças. As manifestações corporais que as crianças revelam são voltadas à interação, socialização e comunicação das mesmas. Após estes levantamentos por meio de pesquisas e observações realizou-se a sistematização dos dados, através de uma comparação da teoria estuda antes de ir a campo, com a realidade encontrada na escola, na qual se encontra a seguir de forma sucinta. Descrição do espaço escolar. A Escola Municipal de Educação Infantil foi criada pelo Decreto Municipal Nº. 012 de 01 de fevereiro de 2010 e está localizada na Rua Amador Bueno s/n Jauru - MT. É autorizada junto ao Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE/MT) com o Nº. 114/2011 e credenciada junto ao mesmo conselho com Nº 029/2011, a mesma tem como Código no INEP o Nº. 51064723 e atende crianças de 04 meses a 05 anos de idade. A estrutura física é composta por 08 salas de aula, sendo que cinco turmas são de atendimento a crianças de 0 a 03 anos por período integral, duas turmas uma de 02 anos e outra de 03 anos no período vespertino, uma de 04 anos no período matutino e outra no vespertino, sendo que estas duas últimas citadas são as turmas que realizou-se as observações para a referida pesquisa. É composta também por salas específicas para gestores e educadores, brinquedoteca, biblioteca, sala de vídeo, banheiros femininos e masculinos adaptados de acordo com a faixa etária e nos padrões exigidos para atender os portadores de necessidades especiais, parque, lactário, cozinha, lavanderia, caixa de areia e cada sala contém espaços específicos para o momento de brincadeiras e socialização. Foto 1 – Fachada da escola Municipal Descrição: http://www.navegadormt.com/admin/up/creche_jauru.jpg Fonte: http://www.navegadormt.com/noticia.php?codigo=15023&categoria=Cidades. As turmas observadas foram as de 04 anos dos períodos matutino e vespertino, compostas por um total de 44 alunos, tendo como objetivo principal mapear a ocorrência das manifestações e linguagens corporais na realidade do espaço da escola pública municipal de educação infantil. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS Diante das observações e questionários realizados juntamente com a diretora, as duas professoras e as cinco crianças no âmbito da escola municipal, pode-se concluir a importância do educador estar atento a todas as manifestações corporais exibidas pelas mesmas em seu cotidiano, pois os movimentos corporais estão presentes a todos os momentos nas atitudes aplicadas pelo ser humano. Com a criança não é diferente, porque são através das manifestações que as mesmas evidenciam todo o seu sentimento, emoções, criatividade e imaginação, também se relacionam e interage de forma espontânea uma com as outras, dessa forma, é possível identificar a criança, tímida, retraída, líder e com dificuldade de socialização. Sendo assim é preciso o professor estar sempre atendo as particularidades da criança, permitindo a identificação das possíveis dificuldades no processo de ensino aprendizagem. Segundo Gallardo et al. (1998, p. 87), " A riqueza do aprendizado propiciado pelas atividades motoras da cultura corporal não se esgota em sua realização pura e simples. É de fundamental importância que as crianças aprendam a refletir sobre sua vida prática, e não apenas vivenciá-la". Fica evidente então que a forma de ensinar modifica todo o processo de aprendizagem, sendo necessária a utilização das atividades corporais como parte fundamental para a compreensão e interação com o aluno, pois, através destas pode-se identificar as dificuldades e potencialidades. Segundo Chagas, (2010), através da linguagem corporal criam-se diversas possibilidades de interação entre aluno e professor, pois, a partir da realização destas consequentemente haverá uma comunicação entre as partes envolvidas de forma expressiva e significativa, proporcionando uma ampliação de novas oportunidades de conhecimento, valores, saberes e construção da própria identidade. As atividades corporais são muito importantes para o desenvolvimento da criança, pois, é através destes que a mesma adquire habilidades sociais, intelectuais, criativas e físicas. Com a realização de atividades que envolvem as manifestações corporais, facilita-se o processo de desenvolvimento da criatividade e imaginação, pois, são através destas que a criança se manifesta e estimula sua capacidade de forma que venha a contribuir para a socialização e interação no meio em que vivem. O professor deve refletir sobre as solicitações corporais das crianças e sua atitude diante das manifestações da motricidade infantil, compreendendo seu caráter lúdico e expressivo. Além de refletir a cerca das possibilidades posturais e motoras oferecidas no conjunto das atividades, é interessante planejar situações de trabalho voltadas para aspectos mais específicos do desenvolvimento corporal e motor. Nessa perspectiva, o professor deverá avaliar constantemente o tempo de contenção motora ou de manutenção de uma mesma postura de maneira a adequar as atividades às possibilidades das crianças de diferentes idades. (BRASIL, 1998, p.39). As atividades que envolvem expressões e manifestações corporais são de fundamental importância para que a criança possa se desenvolver num todo, por essa razão ao deixar de proporcionar às crianças atividades corporais que permitem seu desenvolvimento, é impedir de certa maneira que as mesmas manifestem sua cultura através dos movimentos e assim impedi-los de conhecer seu próprio corpo e suas potencialidades. Todas as atividades que envolvam os movimentos corporais devem ser trabalhadas e planejadas com muita atenção e dedicação, sendo assim cabe ao educador desenvolver competências que envolvam situações desafiadoras possibilitando as crianças, superar suas próprias expectativas, vencendo suas dificuldades em busca de adquirir novas perspectivas voltadas aos movimentos proporcionados pelo próprio corpo. Nesse sentido, é importante que o trabalho incorpore a expressividade e a mobilidade próprias as crianças. Assim, um grupo disciplinado não é aquele em que todos se mantêm quietos e calados, mas sim um grupo em que vários elementos se encontram envolvidos e mobilizados pelas atividades propostas. Os deslocamentos, as conversas e as brincadeiras resultantes desse envolvimento não podem ser entendidos como dispersão ou desordem, e sim como uma manifestação natural das crianças. Compreender o caráter lúdico e expressivo das manifestações da motricidade infantil poderá ajudar o professor a organizar melhor a sua prática, levando em conta as necessidades das crianças. (BRASIL, 1998, p.19). Organizou-se a distribuição para a análise dos questionários da seguinte forma: Diretora, professora I (do período matutino) e professora II (do período vespertino) e quanto às crianças serão mencionadas apenas as conclusões da conversa informal que se teve no decorrer da observação realizada. Ao serem questionados sobre as manifestações corporais e sua importância no desenvolvimento psicomotor da criança os gestores e professores responderam da seguinte maneira: "[...] Criança é sinônimo de ação, cientificamente já se prova que criança em movimento é garantia de constante aprendizado, que aprender brincando, até o momento é a melhor metodologia de se ensinar e aprender." (Diretora, questionário concedido em 24/11/2014). "[...] Ajuda nos movimentos motores, auxilia nas atividades de raciocínio lógico, memorização, percepção, etc.." (Professora I, questionário concedido em 25/11/2014). "[...] Ajuda no raciocínio lógico, desenvolvimento motor, cognitivo e desperta a concentração e percepção." (Professora II, questionário concedido em 25/11/2014). Diante das respostas dos profissionais envolvidos no decorrer da observação pode-se identificar que os mesmos apresentam conhecimento da importância das manifestações corporais no desenvolvimento e processo de ensino aprendizagem evidenciando assim, a relação entre teoria e prática, ou seja, ressaltando o quanto essas relações precisam caminhar juntas para se concretizar e buscar atingir de melhor forma o conhecimento do educando. No trabalho com atividades motoras amplas, a criança vai adquirindo mais controle sobre o movimento, que deve ser o alvo principal do trabalho educativo. Vale dizer: oferecer o trabalho com a criança significa buscar a melhora da qualidade do movimento para que ela passe a ter controle de si mesma. Este controle é obtido pela própria qualidade do movimento que executa a sua precisão. (LOPES, 2012, p.97). Quando questionadas sobre a frequência com o que realizam atividades que envolvem as manifestações corporais obteve-se as seguintes respostas: "[...] Este tipo de atividade nesta idade de 0 a 05 anos quase se torna espontânea no dia a dia das crianças, no entanto os educadores fazem planejamentos semanais de atividades que envolvem os movimentos corporais que são adequados ao cronograma dos espaços oferecidos para desenvolvê-las." (Diretora, questionário concedido em 24/11/2014). "[...] Todos os dias, antes de realizar as atividades propostas no caderno." (Professora I, questionário concedido em 25/11/2014). "[...] Todos os dias." (Professora II, questionário concedido em 25/11/2014). Desta forma destacam que as atividades voltadas às manifestações corporais são realizadas com frequência nas turmas observadas, portanto através das observações pode-se concluir que a veracidade dos dados citados são concretos, pois antes de começar as atividades pedagógicas todos os dias as aulas são planejadas com o intuito de propiciar momentos voltados aos lúdico, a aprendizagem e aos movimentos corporais. As professoras têm como propósito seguir um planejamento equivalente à faixa etária das crianças, ou seja, um cronograma de atividades na qual são desenvolvidas na perspectiva de atender as necessidades psicomotoras e proporcionar o melhor desenvolvimento em sua aprendizagem. Todos os dias há um cronograma a disposição do professor contendo horários para a utilização do parque, sala de vídeo, caixa de areia, brinquedoteca e biblioteca. Sendo assim fica a caráter do professor planejar atividades diferenciadas, para a utilização destes espaços e para o trabalho que desenvolva as manifestações corporais. Ao serem solicitados sobre a citação de algumas atividades que desperte as manifestações corporais que desenvolvem com seus alunos, obteve-se as seguintes respostas. "[...] Brincadeiras em círculo, cantigas de roda, corrida, salto, pular corda. Na sala de aula, no parque e no pátio da escola." (Professora I, questionário concedido em 25/11/2014). "[...] Músicas, brincadeiras de roda. Usamos o parque, sala e o pátio da escola." (Professora II, questionário concedido em 25/11/2014). As professoras exploram de forma significativa os espaços que a escola possui para o desenvolvimento de atividades voltadas para as manifestações corporais das crianças. Desenvolvem atividades lúdicas e que ao mesmo tempo auxiliam na coordenação motora ampla, explorando os diversos movimentos corporais a serem realizados pelas crianças. Durante as observações notamos que algumas atividades citadas pelas professoras, são realizadas em um espaço mais amplo como, por exemplo, no parque, sempre depois do lanche, no horário em que está no cronograma para a exploração do parque e as crianças se divertem muito na realização das brincadeiras propostas pelas professoras, também são muito utilizados pelas educadoras, os espaços atrás das salas de aula onde estão demarcados jogos de amarelinha, caracol, linha retas e curvas para que os mesmos desenvolvam com maior exatidão sua coordenação motora. Ao serem questionadas sobre quais aspectos que podem ser observados nas crianças através dos movimentos corporais, obtiveram-se as seguintes respostas: "[...] Cognitivo, motor, psicomotor, etc." (Professora I, questionário concedido em 25/11/2014). "[...] Ajuda muito no desenvolvimento motor na concentração, etc.." (Professora II, questionário concedido em 25/11/2014). Atividades que envolvem as manifestações corporais além de apresentar ludicidade estimula também o desenvolvimento psicomotor da criança, propiciando o aumento de suas potencialidades, assim despertando o prazer em realizar atividades deste cunho. Diante disso torna se claro a importância dessas manifestações motoras no desenvolvimento dos aspectos relacionados à motricidade, tornando possível por meio dos movimentos corporais a ampliação cultural que cada criança possui. O movimento para a criança pequena significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se expressa e se comunica por meio dos gestos e das mímicas faciais e interage utilizando fortemente o apoio do corpo. A dimensão corporal entrega-se ao conjunto da atividade da criança. O ato motor faz se presente em suas funções expressivas, instrumental ou de sustentação as posturas e aos gestos. (BRASIL, 1998, p.18). Quanto à disposição de espaços adequados para a realização de atividades que envolvam as manifestações corporais, responderam: "[...] A instituição conta com uma ampla área verde que favorece muito nas atividades corporais das crianças. Mas ainda há muito a se fazer para atender no desenvolvimento psicomotor das crianças." (Diretora, questionário concedido em 24/11/2014). "[...] Sim. Parque, não é o mais indicado mais é o que temos." (Professora I, questionário concedido em 25/11/2014). "[...] Sim. No pátio da escola e no parque." (Professora II, questionário concedido em 25/11/2014). Dentro do que foi analisado no decorrer das observações, pode-se identificar que a escola dispõe realmente de espaço adequado para o desenvolvimento das atividades com as crianças, assim entendemos que as manifestações corporais podem acontecer em qualquer espaço, não tendo a necessidade de um local específico para esses acontecimentos, porém no âmbito escolar é de suma importância que haja um espaço amplo e material apropriado para que a criança possa manifestar seus movimentos livremente, proporcionando ao professor identificar as necessidades das crianças e valorizar seu aprendizado e suas evoluções. Quando questionados sobre o incentivo e apoio para a realização de projetos ou atividades direcionados às manifestações corporais no âmbito escolar, as mesmas responderam: "[...] Através de projetos desenvolvidos no decorrer do ano letivo se propõem um cronograma de atividades variadas onde são cumpridas de acordo com a idade e limitação das crianças." (Diretora, questionário concedido em 24/11/2014). "[...] Sim. Apoia e auxilia no que for necessário." (Professora I, questionário concedido em 25/11/2014). "[...] Sim. E também auxilia no que é necessário." (Professora II, questionário concedido em 25/11/2014). Todo o projeto deve ser voltado para atender as necessidades das crianças, buscando inovar suas práticas sendo que os educadores precisam desenvolver atividades que sejam criativas e atraentes jamais permitindo que as atividades propostas em sala se tornem rotineiras, devendo-se por parte do educador ter o cuidado para que as aulas não permaneçam na repetição e assim as crianças possam adquirir conhecimento do mundo que as cercam, pois são em momentos como estes que as mesmas desenvolvem a comunicação passando a construir sua própria identidade, permitindo a interação e a socialização entre elas, diante disso cabe ao educador ser mediador estimulando e facilitando o uso de vivências corporais no espaço da educação infantil. A atividade motora é de suma importância para o desenvolvimento global da criança. Através da exploração motriz, ela desenvolve a consciência de si mesma e do mundo exterior. As habilidades motrizes são auxiliares na conquista de sua independência. (ROSA NETO, 2012, p.12, apud, LOPES, 2012, p. 29). As atividades que envolvem as manifestações corporais necessitam caminhar junto ao processo de aprendizagem da criança, pois ambos estão envolvidos diretamente um com o outro, não podendo jamais se encontrar distantes ou até mesmo separados do processo de ensino aprendizagem na qual a criança está inserida. De acordo com Chagas (2010), a linguagem corporal é de extrema importância para o processo de ensino aprendizagem, pois, todos os métodos e instrumentos utilizados contribuem para o desenvolvimento da criança proporcionando às mesmas um aprendizado que assegure suas expressões corporais ao longo da vida. Através de conversas informais com cinco crianças, as mesmas relataram que os espaços no qual costumam utilizar para brincar são: "[...] na brinquedoteca, sala de vídeo, na areia e no espaço atrás da sala de aula". E quando comentamos sobre as atividades que tenham que se movimentar, quais mais gostavam, responderam: "[...] dançar, brincar de rodinha e contação de histórias". Sendo assim, observa-se que as respostas obtidas através do diálogo com as crianças, não estão de acordo com a realidade questionada, pois, comentam aquilo que mais gostam de fazer na escola independente do que foi questionado. As manifestações corporais mapeadas no espaço escolar são presentes e praticadas pelas professoras da sala na qual foram desenvolvidas as observações, sendo que, no decorrer das aulas, observa-se que as crianças são comunicativas e se socializam bem umas com as outras, andam muito pela sala da aula, ajudam uma a outra na realização das atividades e até compartilham materiais. Diante das diversas vivências no decorrer das observações destacamos a presença das manifestações através das expressões faciais, no qual as crianças transmitem suas emoções e sentimentos, ou seja, se estão tristes, alegres, tímidos e comunicativos. O movimento para a criança pequena significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se expressa e se comunica por meio dos gestos e das mímicas faciais e interage utilizando fortemente o apoio do corpo. A dimensão corporal integra-se fortemente ao conjunto da atividade da criança. (DIAS & NICOLAU (orgs.), 2003, p.176). No espaço da sala de aula também as crianças correm, saltam, dançam, viram cambalhotas, sobem nas janelas, plantam bananeiras na parede da sala, fazem suas estripulias brincando livremente, sendo que, para a criança todo o lugar é lugar de brincar, algo natural e que permite a mesma expressar prazer o tempo todo, por mais simples que seja sua atividade, dessa forma detectamos a presença dos movimentos corporais nas atividades desenvolvidas na sala de aula proporcionando conhecimento e encanto quando a criança executam suas atividades. Durante o período de observação notou-se que as crianças realizavam movimentos para que assim chamassem a nossa atenção como, por exemplo: brincadeiras voltadas para o equilíbrio, virar cambalhotas, virar estrelinha, dizendo ao observante, "o tia (o), olha o que eu sei fazer" entre outros movimentos que as mesmas realizavam com o mesmo intuito. Observou-se também durante a realização de atividades em sala de aula, que a professora segue um planejamento de execução das atividades como é proposto para o referido dia, assim, dentro deste mesmo planejamento existe um cronograma a ser seguido e por se tratar de todo plano de aula ser flexível, a educadora pode alterar esse cronograma de acordo com as necessidades apresentadas pelas crianças. Após a realização das atividades, as crianças tem liberdade para expressar sua imaginação realizando suas manifestações corporais através do uso dos próprios materiais levados de casa, ou dos que se encontram disponíveis na sala de aula, bem como jogos de encaixe, que são discretos e não atrapalham a realização das atividades por parte dos outros alunos. Com isso, enfatizamos que os conteúdos a serem desenvolvido devam estar relacionados com a ludicidade, de modo que a mediação do professor aconteça na própria brincadeira, estimulando novas formas de brincar e aproveitando-se daquelas que os próprios alunos propõem. Se a brincadeira proposta pelos alunos não couber naquela situação de aprendizagem, é preciso que entenda as razões disso. Brincar durante a aula não se traduz em deixar a criança fazer o que quer. (PICCOLO e LENI, 2012, p.11). Mesmo as atividades que envolvem as manifestações corporais realizadas na sala, após o termino do que a professora propôs como mediações de aprendizagem jamais devem ser deixadas de serem observadas e acompanhadas de perto, para que não se transforme em algo sem significado e objetivo, pelo contrário toda manifestação corporal, deve ter um planejamento adequado para cada momento. Notou-se que, durante as aulas observadas, os movimentos corporais fizeram-se presentes nas mais diversas formas de manifestações apresentadas pelas crianças, bem como: quando a professora inicia a aula, durante a contação de história, utilizam-se as mais variadas formas de expressões, para aguçar a participação e envolvimento do aluno no contexto da história, e logo após vem o momento da música, sequência essa realizada todos os dias, onde a professora canta com os alunos diversas músicas, na qual eles já dominam com certa facilidade e a maioria dessas envolvem na realização de imitações e/ou movimentos de ritmos. Observa-se que a participação dos alunos se torna muito mais envolvente proporcionando ás crianças a busca pelo gosto e o prazer de aprender com atividades que envolvem o movimento corporal. Apenas um tema pode gerar uma história que pode ser contada por meio de expressões corporais, e a brincadeira associa a imaginação e a criatividade, traduzindo-se em processos psicológicos que dão significado à aprendizagem. (PICCOLO e LENI, 2012, p.70). Sendo assim conclui-se que durante as observações, as realizações das atividades estão de acordo com as palavras das educadoras questionadas, pois, buscam a execução de atividades que envolvem as expressões corporais das crianças, estimulando-as assim sempre a utilização desses movimentos como uma forma de aprendizagem significativa e que proporcione o desenvolvimento psicomotor. CONSIDERAÇÕES FINAIS O referido trabalho teve como objetivo principal mapear a ocorrência das manifestações e linguagens corporais na realidade do espaço da escola pública municipal de educação infantil. Diante dos dados obtidos e das orientações teóricas a respeito do tema, pode concluir-se que as manifestações corporais são compreendidas e desenvolvidas neste âmbito escolar, buscando uma contribuição para a formação da criança e com o intuito primordial de associar a teoria e prática, ou seja, atingir o desenvolvimento psicomotor. As manifestações corporais propiciam oportunidades de conhecer o próprio corpo, suas possibilidades e limitações, contribuindo assim para o seu desenvolvimento psicomotor. Dessa forma não podemos deixar de destacar que as atividades que envolvem movimentos corporais são muito importantes para o desenvolvimento global da criança, sendo essa fundamental para a conquista da independência, ou seja, através das explorações e diversos movimentos corporais a criança cria mais liberdade e amplia suas possibilidades de vivenciar as atividades que envolvem o corpo. É muito importante disponibilizar recursos e oportunizar a exploração das manifestações corporais, para que assim possa aprimorar o conhecimento e aguçar a curiosidade, já que desta maneira se alimenta o repertório de conhecimentos acerca da linguagem corporal, ao mesmo tempo em que a imaginação ganha asas. As observações e dados obtidos no decorrer da realização da pesquisa auxiliam-nos na conclusão de que os movimentos corporais são de suma importância para a compreensão e conhecimento de seu próprio corpo. Dessa forma as manifestações corporais, por mais atraentes que possam parecer não podem cair na repetição, onde a criança fica restrita a imitar os gestos e movimentos dos adultos e dos colegas e sim estimular a criatividade e favorecer a experimentação, agregando novos conhecimentos a respeito das manifestações corporais aos já adquiridos, deve-se então propiciar a fomentação de confiança para a aquisição de novos padrões motores, fazendo com que a criança sinta-se confiante em sua capacidade de explorar nos espaços que lhe são oferecidos com seus respectivos desafios e estímulos na busca de atingir e aguçar sempre a curiosidade da criança. O educador deve compreender que todas as manifestações através do corpo, principalmente no que se refere à educação infantil é de suma importância para o desenvolvimento do indivíduo. O ensino por meio dos movimentos é um método lúdico que facilita o processo de ensino aprendizagem, sendo que a criança aprende de forma prazerosa, porém o professor deve trabalhar e desenvolver suas atividades de maneira consciente e não "brincar por brincar". Baseado nesse contexto, Santos (2001, p.15) relata que: "A educação pela via da ludicidade propõe-se a uma nova postura existencial, cujo paradigma é um novo sistema de aprender brincando inspirado na concepção de educação para além da instrução". Deve-se ter consciência também de que as realizações de atividades que desenvolvam os aspectos motores são muito importantes para o desenvolvimento do aluno de forma geral, buscando assim sempre trabalhar as manifestações corporais independente do espaço que se tem para tal realização. Ao final dessa observação obteve-se noção dessas possiblidades de trabalho com as linguagens corporais tanto em sala de aula quanto fora, de forma a concluir-se que todas as atividades são possíveis de ser realizadas desde que o professor planeje suas aulas e que essas sejam ao mesmo tempo flexíveis, para atingir as necessidades dos alunos, tornando-se possível o acontecimento de interação e socialização nesse processo da educação que é tão importante para a formação social do aluno. REFERÊNCIAS ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico. 8. Ed. São Paulo: Atlas, 2007. BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Conhecimento de Mundo. Brasília: MEC/SEF, 1998. CHAGAS, Renata. Linguagem Corporal, 2010. Disponível em Acesso em 11 de setembro de 2014. DIAS & NICOLAU (orgs.). Oficinas de sonho e realidade na formação do educador da infância. 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Email: [3] Graduanda do último ano do Curso de Pedagogia na Modalidade à Distância UAB/UFMT no pólo de Jauru/MT. Email: [4] Especialista em Literatura Infantil e Infanto-Juvenil, Graduada em Pedagogia pela UNEMAT; Professor Orientado no Curso de Pedagogia na Modalidade à Distância UAB/UFMT no pólo de Jauru/MT. Email: [5] Graduanda do último ano do Curso de Pedagogia na Modalidade à Distância UAB/UFMT no pólo de Jauru/MT. Email: [6] Graduanda do último ano do Curso de Pedagogia na Modalidade à Distância UAB/UFMT no pólo de Jauru/MT. Email: [7] Especialista em Literatura Infantil e Infanto-Juvenil, Graduada em Pedagogia pela UNEMAT; Professor Orientado no Curso de Pedagogia na Modalidade à Distância UAB/UFMT no pólo de Jauru/MT. Email:
3 Observe a postura. Uma pessoa que coloca os braços atrás do pescoço ou da cabeça transmite a mensagem de que está aberta para conversar ou, talvez, de que seja apenas um indivíduo descontraído em geral. Braços e pernas firmemente cruzados costumam indicar resistência e pouca receptividade. Geralmente, quando adotamos essa postura, sinalizamos que estamos mentalmente, emocionalmente e fisicamente fechados para os outros.[17] Em um estudo no qual duas mil negociações foram gravadas em vídeo com o objetivo de avaliar a linguagem corporal dos negociadores, nenhum acordo foi fechado quando um dos participantes manteve as pernas cruzadas.[18] Anúncio Método 3 de 5: Interpretando os sinais de atração Imagem intitulada Read Body Language Step 91 Analise o contato visual. Olhar nos olhos de alguém é um sinal da atração, assim como piscar mais do que a média normal de seis a dez vezes por minuto. [19][20] Piscar também pode ser um sinal de paquera ou atração, mas tenha em mente que isso não vale para todas as culturas. Alguns povos asiáticos desaprovam as piscadelas e as consideram rudes.[21] Imagem intitulada Read Body Language Step 102 Fique atento a certas expressões faciais. O sorriso é um dos mais claros sinais de atração, portanto, aprenda a decifrar um sorriso forçado de um real. Sabemos que o sorriso é falso quando ele não movimenta o canto dos olhos. Os sorrisos verdadeiros costumam causar ruguinhas nos cantos dos olhos (pés de galinha). Quando uma pessoa sorri de forma forçada, as ruguinhas não aparecem.[22][23] Levantar as sobrancelhas é outro sinal associado à paquera.[24] Imagem intitulada Read Body Language Step 113 Considere os gestos e a postura da pessoa. Geralmente, os indivíduos tendem a se aproximar mais das pessoas por quem sentem atração. Talvez eles se inclinem mais na direção do outro, talvez sejam mais diretos e o toquem. Um leve toque ou afago no braço de alguém pode ser um sinal de atração. Nós também demonstramos interesse quando mantemos os pés para frente ou apontados na direção da pessoa por quem nos sentimos atraídos.[25] As palmas das mãos viradas para cima sugerem receptividade e são outra indicação de interesse amoroso.[26] Imagem intitulada Read Body Language Step 124 Lembre-se das diferenças de gênero. Homens e mulheres podem demonstrar atração física de maneiras diferentes. Um homem pode se inclinar para a frente e virar o torso na direção da pessoa que o interessa, já uma mulher que corresponda às intenções dele distanciará o torso e se inclinará para trás.[27] Um homem que esteja a fim de alguém poderá levantar a mão acima da cabeça, formando um ângulo de 90 graus.[28] Quando uma mulher expressa atração, ela pode manter os braços abertos e tocar o corpo com as mãos, na área entre os quadris e o queixo.[29] Anúncio Método 4 de 5: Interpretando os sinais de poder Imagem intitulada Read Body Language Step 131 Fique atento ao contato visual. Olhar nos olhos de alguém, um canal da comunicação cinésica, é a principal forma de comunicar dominância. Indivíduos que queiram demonstrar autoridade tomarão a liberdade de encarar e avaliar os outros enquanto mantêm contato visual direto. Eles também serão as últimas pessoas a interromper o contato visual.[30] Se você quiser demonstrar poder, lembre-se de que o contato visual constante pode intimidar as outras pessoas.[31] Imagem intitulada Read Body Language Step 142 Avalie as expressões faciais. Para transmitir seriedade, uma pessoa que queira demonstrar dominância evitará sorrir e poderá manter os lábios franzidos.[32] Imagem intitulada Read Body Language Step 153 Analise os gestos e a postura. Os gestos podem demonstrar dominância: apontar para os outros e gesticular bastante é uma forma de exibir poder. Além disso, quando alguém está relaxado, mas ao mesmo tempo mantém uma postura mais alta e ocupa mais espaço com o corpo do que as outras pessoas presentes, ele está demonstrando dominância.[33] Indivíduos dominantes também possuem um aperto de mão bem firme. Para demonstrar controle, eles costumam colocar a mão por cima e deixar a palma para baixo, cumprimentando com um aperto firme e sustentado.[34] Imagem intitulada Read Body Language Step 164 Considere a forma como alguém controla seu espaço pessoal. Geralmente, indivíduos de status mais alto mantêm um espaço físico maior quando interagem com pessoas de condições inferiores. As figuras de autoridade também costumam ocupar mais espaço para expressar o domínio e o controle da situação.[35] Em outras palavras, uma postura expansiva indica sucesso e poder.[36] Nós também exibimos poder quando decidimos permanecer de pé em vez de sentados. O ato de ficar em pé (principalmente na frente de todo mundo) é visto como uma postura de poder. [37] Além disso, manter as costas retas e os ombros para trás, em vez de curvados para a frente, transmite mais confiança. Já uma postura curvada e desleixada transmite insegurança.[38] Indivíduos dominantes também guiarão o resto do grupo, caminhando na frente de todos e passando primeiro pelas portas. Eles gostam de estar na frente.[39] Imagem intitulada Read Body Language Step 175 Observe como e quando a pessoa toca nos outros. Indivíduos demonstrando dominância tocam nos outros com mais facilidade porque se sentem confiantes. Geralmente, em situações nas quais uma pessoa tem mais autoridade do que a outra, o indivíduo mais poderoso tende a tocar a pessoa de status inferior com maior frequência.[40] Nas situações sociais em que ambos os interlocutores possuem o mesmo status, as pessoas retribuirão o toque de maneiras semelhantes.[41] Anúncio Método 5 de 5: Compreendendo a linguagem corporal Imagem intitulada Read Body Language Step 181 Tenha em mente que interpretar a linguagem corporal é uma tarefa complexa. O comportamento não verbal é complexo porque todos somos diferentes e nos apresentamos ao mundo de formas variadas.[42] A leitura da linguagem corporal pode ser um desafio, já que precisamos levar o contexto geral em consideração para conseguirmos interpretar os sinais que recebemos. Por exemplo, essa pessoa disse que teve uma briga com a esposa ou que não conseguiu uma promoção no trabalho? Ela estava visivelmente ansiosa durante o almoço? Sempre que possível, quando interpretamos a linguagem corporal de alguém, devemos considerar a personalidade e o comportamento verbal desse indivíduo, os fatores sociais e o ambiente que o cerca. Embora tais informações nem sempre estejam disponíveis, elas poderão ser bem úteis na leitura da linguagem corporal. As pessoas são complexas, portanto, é natural que se comuniquem de forma complexa através do corpo! Compare a leitura da linguagem corporal com o hábito de assistir ao seu programa favorito na televisão: você não veria apenas uma cena do programa para compreender corretamente o significado da cena em questão, mas sim o episódio inteiro. Também é bastante provável que você se lembre dos episódios passados, da história de uma personagem e do enredo como um todo. Na hora de interpretar a linguagem corporal, também precisamos prestar atenção no contexto geral! Imagem intitulada Read Body Language Step 192 Lembre-se de levar as diferenças individuais em conta. Quando se trata de linguagem corporal, não existe uma 'receita universal' para aprendermos a ler os sinais de alguém corretamente. Você precisará 'estudar' a pessoa por algum tempo para conseguir interpretar os sinais dela, já que o que vale para uma pessoa pode não valer para outra. Por exemplo, algumas pessoas não olham nos olhos do interlocutor quando contam uma mentira enquanto outras, tentam manter ainda mais contato visual do que o habitual para não levantarem suspeitas. Imagem intitulada Read Body Language Step 203 Lembre-se de que a comunicação não verbal varia de acordo com cada cultura. Algumas emoções e expressões de linguagem corporal possuem significados culturalmente específicos. Por exemplo, na cultura finlandesa, uma pessoa demonstra receptividade ao olhar nos olhos de alguém. Por outro lado, o contato visual é considerado uma demonstração de raiva para os japoneses. [43] Outro exemplo: na cultura ocidental, quando uma pessoa se sente confortável ao seu lado, ela se inclina na sua direção e deixa o rosto e o corpo de frente para você.[44] Tenha em mente que, embora determinadas expressões de emoção variem de cultura para cultura, algumas pesquisas sugerem que certas expressões de linguagem corporal sejam universais. Isso vale principalmente para a comunicação de dominação e submissão. Por exemplo, em várias culturas diferentes, manter uma postura curvada indica submissão.[45] Imagem intitulada Read Body Language Step 214 Note que a interpretação varia de acordo com o canal de comunicação. No canal não verbal, a mensagem ou sinal é enviada sem o uso de palavras. Os canais não verbais mais importantes incluem as formas de comunicação cinésica (contato visual, expressões faciais e linguagem corporal), háptil (toque) e proxêmica (espaço pessoal). Em outras palavras, o meio determina a mensagem.[46] Como regra geral, nós temos mais facilidade para interpretar as expressões faciais, seguidas pela linguagem corporal e, por último, pelo toque e espaço pessoal.[47] Mesmo dentro de cada canal, podem existir diversas variações. Por exemplo, nem todas as expressões faciais são igualmente fáceis de compreender, nós costumamos nos sair melhor com a leitura de expressões agradáveis, em vez das desagradáveis. Um estudo demonstrou que as pessoas conseguem interpretar melhor os sinais de felicidade, alegria e animação, em comparação com a raiva, a tristeza, o medo e o nojo.[48] Anúncio Avisos Não julgue uma pessoa apenas pela linguagem corporal. Lembre-se de que esse não é o único indicador do status e estado emocional dela, nem do relacionamento entre vocês dois.
Como Ler Linguagem Corporal Saber interpretar a linguagem corporal das outras pessoas nos propicia relacionamentos mais próximos, já que a comunicação não verbal representa até 60% de toda a comunicação interpessoal. [1] Portanto, prestar atenção nos sinais enviados através da linguagem corporal e conseguir interpretá-los com sucesso é uma habilidade muito útil. Com um pouco de atenção extra, você conseguirá aprender a decifrar essas pistas com precisão e, praticando o bastante, esse hábito poderá tornar-se instintivo. Método 1 de 5: Interpretando os sinais emocionais 1 Fique atento ao choro, já que a maioria das culturas acredita que ele seja causado por uma explosão de sentimentos. Muitas vezes, as lágrimas são consideradas um sinal de sofrimento e tristeza, mas elas também podem ser uma expressão de felicidade, além de se manifestarem através do riso e do humor. Dessa forma, precisamos observar outros sinais com o propósito de determinar o contexto apropriado das lágrimas. [2] Uma pessoa também pode forçar ou manipular o choro com o objetivo de conseguir simpatia ou de enganar os outros. Tal prática é conhecida como "lágrimas de crocodilo", uma expressão informal baseada no mito de que os crocodilos 'choram' quando capturam suas presas.[3] 2 Observe sinais de raiva ou de ameaça. Os sinais de ameaça incluem sobrancelhas em forma de V, olhos arregalados e a boca aberta ou com os cantos dos lábios abaixados.[4] Braços firmemente cruzados são um sinal comum de irritação e rejeição.[5] 3 Fique atento aos sinais de ansiedade. Quando estão ansiosas, as pessoas piscam mais, apresentam um aumento nos movimentos faciais e esticam os lábios, formando uma linha fina.[6] Indivíduos ansiosos também podem ficar inquietos e mexer as mãos sem parar, sem conseguir deixá-las imóveis.[7] Outra forma de demonstrar ansiedade é quando batemos o pé ou mexemos as pernas sem parar, inconscientemente.[8] 4 Note as expressões de constrangimento. Nós demonstramos constrangimento desviando o olhar ou olhando para longe, virando a cabeça de lado e sorrindo de forma controlada ou até mesmo tensa.[9] É bem provável que uma pessoa seja tímida ou esteja envergonhada se ela olha demais para o chão. Nós também olhamos para baixo quando estamos chateados, ou quando queremos esconder alguma emoção. Normalmente, as pessoas estão pensando em coisas ruins e vivenciando emoções desagradáveis quando passam muito tempo olhando para o chão. 5 Observe quaisquer manifestações de orgulho. Os indivíduos exibem orgulho sorrindo de forma discreta, inclinando a cabeça para trás e colocando as mãos nos quadris. [10] Avalie o distanciamento e a proximidade: estas são formas de comunicar o status de uma relação interpessoal. O toque e a proximidade física demonstram amor, carinho e afeto. [11]. Duas pessoas em uma relação íntima exigem menos espaço pessoal do que dois estranhos.[12] É importante notar que o espaço pessoal é culturalmente fluido, portanto, tenha sempre em mente que o que é considerado próximo em um país pode ser considerado distante em outro. 2 Leia os olhos da pessoa. Estudos demonstram que, quando os indivíduos estão envolvidos em uma conversa interessante, eles olham para o rosto do interlocutor por cerca de 80% do tempo. No entanto, o foco não fica apenas nos olhos, de vez em quando o olhar se move para os lábios ou nariz e pode até apontar para baixo, mas sempre voltará a repousar nos olhos da outra pessoa.[13] Normalmente, quando alguém olha para cima e para a direita durante uma conversa, ele está entediado e já não se interessa mais pelo que está sendo dito.[14] As pupilas dilatadas indicam interesse no que está acontecendo. No entanto, tenha em mente que muitas substâncias podem causar essa dilatação, incluindo o álcool, a cocaína, as anfetaminas e o LSD. [15] O contato visual também é muito utilizado para demonstrar sinceridade. Olhar excessivamente ou até mesmo de forma agressiva nos olhos de alguém sugere que temos bastante consciência da mensagem que desejamos passar. Portanto, quando um indivíduo mente e não quer passar a impressão de estar evitando seu interlocutor, talvez ele modifique propositalmente a forma como mantém contato visual. Este é uma famosa indicação de mentira. [16] Porém, como já dito anteriormente, leve em conta as diversas variações individuais na hora de relacionar o contato visual com a mentira.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

5 truques geniais de linguagem corporal Algumas dicas simples que vão te fazer esbanjar simpatia, e consequentemente as passarão a ir com a sua cara. por: Raul Sena 6 meses atrás A revista Galileu, publicou uma matéria baseada em um TED da cientista social Amy Cuddy que explica como a linguagem corporal pode mudar a sua vida e o mundo ao seu redor. Segundo a publicação, pesquisadores descobriram que a linguagem corporal não é só uma manifestação do que queremos dizer, mas também pode fazer o contrário, o corpo produz reações psicológicas que equivalem aos gestos que nós expressamos. Sendo assim, mudar a sua postura pode melhorar a sua autoconfiança, por exemplo. Sendo assim a linguagem corporal pode, facilmente, mudar a maneira como as outras pessoas te percebem. E alguns truques podem te fazer parecer super simpático, causar boa impressão e fazer as pessoas irem com a sua cara sem esforço. Pensando nisso, confira algumas dicas de Leil Lowdes que vão te dar uma ideia de como isso funciona na pratica: 100% da sua atenção 1 Quando acabar de conhecer alguém dê toda a sua atenção para a essa pessoa. Para isso, você deve virar o seu corpo em direção à pessoa e se focar nela da mesma forma que você focaria um bebê , por exemplo. Isso vai fazer com que a pessoa se sinta muito especial. Espere para sorrir Angelina Jolie - Manual Fashion Quando conhecer alguém, você não deve sorrir imediatamente. O ideal é fazer contato visual primeiro e sorrir depois de alguns segundos. Isso dará à pessoa a impressão que o sorriso foi sincero e causado por causa dela, e vai mudar a maneira dessa pessoa te ver. Mantenha contato visual 1 Mesmo depois que a pessoa terminar de falar é importante que você continue olhando nos olhos dela. Quando for desviar o olhar, faça isso devagar relutantemente. Uma técnica que pode te ajudar a fazer isso, é contar quantas vezes a pessoa pisca enquanto você está conversando com ela (Mentalmente é obvio a intenção não é parecer louco). Já no caso de você estar interessado em uma pessoa específica dentro de um grupo, você deve olhar para ela mesmo quando ela não estiver falando. Vai mostrar que você está interessado nas reações dela. Cuidado para não exagerar ou você pode sufocar a pessoa. Velho amigo 1 Se estiver muito nervoso por ter acabado de conhecer alguém, tente imaginá-lo como um velho amigo, imagine um grande amigo seu no lugar dessa pessoa e tente reagir da mesma forma que você reagiria se o encontrasse na rua. Precisa ser alguém que você conhece há algum tempo e com quem se sinta 100% a vontade. Só sua antecipação para encontrar alguém próximo vai mudar seu corpo e postura corporal e vai te fazer lidar com mais tranquilidade com o estranho. Fique quieto Assim não. Assim não. O primeiro passo para transmitir confiança e lealdade é não se mexer muito. Balançar os pés, as mãos, a cabeça ou coçar o rosto, por exemplo, podem dar a outra pessoa a impressão de que você está ansioso (e, portanto, mentindo sobre toda a autoconfiança apresentada antes).